Resumo da Última Semana no Agro
A última semana de janeiro apresentou diversos temas relevantes que foram abordados no Agro Times. Entre os principais destaques, houve uma semana movimentada para o etanol, marcada pelo reajuste da Petrobras nos preços da gasolina, o que impacta diretamente o biocombustível. Também foram discutidas análises sobre a interação entre os setores de milho e cana, além de questões sobre os desafios enfrentados pelo etanol de milho.
Confira a seguir os assuntos mais lidos que você pode ter perdido.
Os temas que mais se destacaram na última semana:
5º lugar – Raízen (RAIZ4): Safra vê volumes de açúcar acima da média e elege destaque do 3T26
Os volumes de distribuição de combustíveis no Brasil, assim como as vendas de açúcar da Raízen (RAIZ4) no terceiro trimestre da safra 2025/2026 (3T26), superaram as estimativas do Safra. No entanto, os volumes de etanol apresentaram resultados abaixo do esperado. O banco recomendou a compra dos papéis, classificando-os como outperform, com um preço-alvo estipulado em R$ 1,40, o que corresponde a um potencial de alta de 30% para a ação.
4º lugar – Kepler Weber (KEPL3) confirma projeto de armazenagem na Venezuela
A Kepler Weber (KEPL3) confirmou a existência de um projeto relacionado ao armazenamento e beneficiamento de milho na Venezuela, o qual foi mencionado em uma reportagem na Globo Rural no dia 21 de janeiro. De acordo com a companhia, essa iniciativa é parte de sua estratégia de expansão internacional e não possui impacto financeiro significativo sobre seus resultados.
Top 3 do agro
3º lugar – Reajuste da Petrobras (PETR4) para gasolina e seu impacto no mercado de etanol
O recente reajuste da gasolina pela Petrobras terá, a curto prazo, um efeito limitado sobre o etanol, no entanto, poderá resultar em menores altas para o biocombustível. Segundo o analista da StoneX, Marcelo Di Bonifácio, “o reajuste pode frear os preços do etanol, considerando que o valor do etanol tem aumentado significativamente durante esta entressafra no Centro-Sul. O movimento também pode reduzir a demanda, visto que a gasolina se tornará mais barata, favorecendo a paridade com combustíveis fósseis em detrimento do álcool.”
2º lugar – Banco do Brasil (BBAS3) e a situação do agronegócio
O Banco do Brasil (BBAS3) afastou a visão de que o agronegócio está enfrentando uma crise geral, afirmando que o setor, na verdade, está lidando com desafios localizados. O vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do banco, Gilson Alceu Bittencourt, mencionou que há produtores que enfrentam dificuldades de fluxo de caixa devido a uma combinação de fatores, incluindo a taxa Selic elevada, prorrogações de custeio, condições climáticas adversas, oscilações de preços e, especialmente, falhas de gestão.
1º lugar – Desapropriações de fazendas para reforma agrária
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, através de uma série de decretos publicados no Diário Oficial da União (DOU), a desapropriação de 7 imóveis rurais, dos quais 3 estão localizados em São Paulo e 4 em estados como Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio Grande do Norte. No total, o espaço desapropriado soma 5.554 hectares.
Fonte: www.moneytimes.com.br

