Retorno ao Congresso Nacional
A semana inicia com a retomada dos trabalhos no Congresso Nacional, envolvendo uma agenda que conjuga rotina legislativa com indícios de possíveis turbulências. Com a abertura do ano legislativo, a fila de vetos presidenciais que bloqueiam a pauta, além das discussões delicadas acerca da reforma tributária e do Orçamento, já seriam motivos suficientes para manter os investidores em estado de alerta. Contudo, a situação se torna ainda mais complexa com o retorno das comissões parlamentares de inquérito, gerando uma expectativa em torno de depoimentos que poderão afetar o sistema financeiro, mesmo que, por ora, essa situação não tenha reflexo direto nos preços dos ativos.
Questões em Evidência
O episódio relacionado ao Banco Master mantém-se como um tema relevante e controverso. A CPMI do INSS está agendada para ouvir Daniel Vorcaro na quinta-feira, além de outros envolvidos no contexto. Neste cenário, os investidores observam cada movimento com atenção extrema. Entretanto, o mercado ainda considera a situação como um mero ruído político, não enxergando isso como um risco sistêmico iminente. Essa diferença entre a percepção do mercado e o que está sendo precificado gera um clima de ansiedade: quando os assuntos críticos ganham destaque, muitas vezes já é tarde para ações calmas e ponderadas.
Agenda das CPIs e Outros Temas
Para adicionar mais elementos à situação, a agenda da CPI do Crime Organizado inclui a oitiva do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, além de discussões que ocorrem nos bastidores. Uma proposta em destaque envolve a mudança na fiscalização dos fundos de investimentos, que deixaria de ser de responsabilidade da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e passaria para o Banco Central.
Ainda entre os tópicos que podem ter impacto na economia, destacam-se o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, a nova lei de Falências, o fim da escala 6×1 de trabalho, a regulamentação dos serviços de aplicativos e as novas diretrizes sobre concessões e parcerias público-privadas (PPPs). O Congresso começa o ano operando em um patamar elevado de atenção por parte dos agentes econômicos.
Fonte: veja.abril.com.br

