Rebaixamento de Ratings da CSN pela Fitch
A agência de classificação de risco Fitch anunciou na última segunda-feira o rebaixamento dos Ratings de Inadimplência do Emissor (IDRs) da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), que é identificada pela sigla CSNA3. O novo nível atribuído à empresa passa a ser “BB-“, uma queda em relação ao status anterior, que era “BB”. Além disso, o rating nacional de longo prazo da CSN foi reduzido de “AAA(bra)” para “AA-(bra)”. A Fitch destacou também que todos os ratings da companhia foram colocados em observação negativa, o que indica um cenário de monitoramento crítico, e removida a consideração de observação metodológica.
Motivos do Rebaixamento
Conforme apontado pela Fitch, o rebaixamento se deve a fatores como a manutenção de altos índices de alavancagem bruta e líquida na CSN. A agência ressaltou, ainda, os desafios enfrentados pela companhia na reversão da geração negativa de fluxo de caixa livre (FCF) e os elevados riscos de refinanciamento da holding.
Observação Negativa e Reestruturação de Capital
A observação negativa se justifica pela possibilidade de ações adicionais de rebaixamento, caso as iniciativas da CSN para reformular sua estrutura de capital, por meio de desinvestimentos, não sejam plenamente implementadas.
Em janeiro deste ano, a empresa anunciou sua intenção de arrecadar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões, o que contribuiria para a redução de aproximadamente 50% de sua dívida líquida, que atualmente se encontra em R$ 37,5 bilhões.
Desinvestimentos Planejados
Para alcançar essa meta, a CSN, que nos últimos anos diversificou sua atuação em vários setores, inclusive na produção de aço, cimento, mineração, energia e logística, pretende vender o controle de sua produtora de cimentos. Além disso, a empresa planeja negociar uma participação significativa, mas ainda minoritária, em uma holding de infraestrutura. Esta holding reunirá ativos relacionados a ferrovias, portos e até mesmo a transporte rodoviário.
A venda do controle da CSN Cimentos foi especialmente reforçada desde 2022, após a aquisição dos ativos brasileiros da empresa europeia LafargeHolcim. A expectativa da CSN é que ocorra a assinatura de um acordo com um comprador entre o terceiro e o quarto trimestres deste ano.
Informações extraídas da Reuters.
Fonte: www.moneytimes.com.br


