Ibovespa encerra em leve baixa, impactado por Eneva, após dados preocupantes do IPCA e tensão no cenário externo.

Ibovespa encerra em leve baixa, impactado por Eneva, após dados preocupantes do IPCA e tensão no cenário externo.

by Ricardo Almeida
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Ibovespa encerra o pregão em leve queda

O Ibovespa fechou o pregão desta terça-feira, 10 de fevereiro, com uma pequena desvalorização, refletindo um cenário de cautela entre os investidores. O principal índice da B3, o Ibovespa (BOV:IBOV), registrou uma queda de 0,17%, encerrando aos 185.929 pontos. O volume financeiro movimentado foi de R$ 21,7 bilhões, superando a média dos últimos 50 pregões que era de R$ 19,7 bilhões, o que demonstra uma participação ativa do mercado, mesmo diante de um contexto mais defensivo.

Ambiente de cautela no mercado futuro

Durante o dia, o Ibovespa futuro negociado na BMF também refletiu um comportamento cauteloso, acompanhando o aumento do estresse no cenário externo e a revisão das expectativas relacionadas às taxas de juros. Essa condição limitou as tentativas de recuperação do índice à vista.

Reação ao IPCA de janeiro

No cenário doméstico, os participantes do mercado reagiram ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, que avançou 0,33% em relação ao mês anterior e 4,44% em 12 meses. O desempenho qualitativo da inflação foi considerado mais desafiador, especialmente em relação aos serviços subjacentes, o que reforçou uma leitura cautelosa em relação ao início de um possível ciclo de flexibilização monetária.

Esse ambiente propiciou uma abertura na curva de juros, com as expectativas aumentando em relação a novas declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, bem como a divulgação da pesquisa presidencial Genial/Quaest.

Impactos do estresse global

No mercado internacional, o chamado “estresse global” teve um efeito negativo sobre os ativos de risco. Os investidores acompanharam de perto:

  • As negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã, que impactaram diretamente os preços do petróleo;
  • A expectativa por novos estímulos econômicos na China, considerado um fator relevante para commodities, especialmente o minério de ferro.

Esse contexto internacional contribuiu para o tom defensivo do Ibovespa ao longo do dia.

Destaques negativos do pregão

Entre os principais destaques negativos do pregão, as ações da Eneva (BOV:ENEV3) apresentaram a maior queda, desvalorizando 9,66% após a divulgação de preços-teto inferiores ao esperado no edital do leilão de capacidade aprovado pela Aneel.

Maiores quedas no Ibovespa

Além da Eneva, outras ações que contribuíram negativamente para o índice incluíram:

  • Weg (BOV:WEGE3): -2,51%;
  • BTG Pactual (BOV:BPAC11): -2,09%, sendo pressionados por temores relacionados a uma possível disrupção no setor de gestão patrimonial.

Apesar do desempenho negativo durante o pregão, as ações mais negociadas da bolsa brasileira continuaram a se concentrar em blue chips, o que sinaliza o interesse dos investidores por papéis de alta liquidez, mesmo em sessões caracterizadas por maior aversão ao risco.

Movimentos no mercado de juros futuros

O mercado de juros futuros apresentou um dia de abertura da curva, com alguns vértices subindo até 6,0 pontos-base, sendo esse movimento mais acentuado nos prazos curtos. Esse ajuste reflete uma recalibragem das apostas sobre o tamanho do primeiro corte na taxa Selic, que é esperado para março, embora o corte de 50 pontos-base ainda seja considerado a alternativa predominante entre os analistas.

Desempenho do câmbio

No setor cambial, o dólar futuro (BMF:DOLFUT) encerrou o dia praticamente estável, registrando uma leve queda de 0,01%, fechando a R$ 5,216. No mesmo dia, o índice DXY (CCOM:DXY) recuou 0,03%, marcando 96,84 pontos, o que ajudou a diminuir as pressões adicionais sobre a curva de juros.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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