Ministro Renan Filho afirma que próximos IPOs se concentrarão em infraestrutura; Selic a 12% está no foco

Ministro Renan Filho afirma que próximos IPOs se concentrarão em infraestrutura; Selic a 12% está no foco

by Ricardo Almeida
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Perspectivas para o Setor de Infraestrutura

O ministro de Transportes, Renan Filho, declarou que os próximos IPOs (ofertas públicas de ações) no Brasil estão centrados na infraestrutura, considerando que o país possui todos os fatores necessários para a manutenção de um ciclo virtuoso nesse setor.

Durante sua participação no painel “O Futuro da Infraestrutura no Brasil” no CEO Conference Brasil 2026, um evento promovido pelo BTG Pactual, Filho enfatizou as máximas históricas alcançadas nos investimentos na infraestrutura, que ajudam a sustentar visões otimistas para o futuro. Ele ressaltou a existência de projetos que se mostram rentáveis em comparação com o cenário internacional, a ênfase na sustentabilidade, um mercado de capitais avançado e a relação internacional do Brasil como os quatro principais fatores que asseguram a continuidade desse ciclo positivo.

De acordo com o ministro, “esses quatro aspectos garantem que o Brasil seja atraente para investimentos atualmente, como poucos momentos na nossa história. Não é por acaso que a Bolsa está em alta histórica, que o dólar está em seu nível mais baixo em 21 meses, e que observamos o fluxo de capital internacional, especialmente de países como os Estados Unidos, se direcionando para o Brasil, especialmente com uma crescente participação na Bolsa.” Ele adicionou que é crucial que o setor de infraestrutura e a economia brasileira realizem uma avaliação crítica realista, evitando se deixar levar por discursos políticos que podem distorcer a realidade dos eventos que ocorrem.

“A verdade é que o Brasil alcançou recordes históricos nos investimentos em infraestrutura, e isso certamente se traduzirá em um crescimento econômico mais acentuado no futuro, especialmente ao se considerar o contexto internacional.”, afirmou Renan Filho.

Concessões e o Tecon 10

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também presente no painel, caracterizou os últimos anos como os mais significativos em termos de concessões na infraestrutura. “Encerramos o ano de 2025 com mais de R$ 500 bilhões em contratos firmados em todas as áreas de concessões.”, destacou durante sua apresentação no evento.

Embora os ministros mostrem uma perspectiva otimista sobre a infraestrutura, foi mencionado que o leilão do terminal de contêineres do Porto de Santos (Tecon 10) deve ser novamente adiado. Segundo Costa Filho, o leilão pode ocorrer em maio deste ano.

“Nossa expectativa é publicar o edital nos primeiros dez dias de março, possibilitando que o leilão seja realizado em maio.”, informou durante sua fala. As programações iniciais previam a realização deste leilão para janeiro de 2026, mas já houve adiamentos para março, abril e agora para maio.

Costa Filho também comentou que, ao longo dos três anos de governo Lula, já foram mais de R$ 30 bilhões em concessões no Brasil e que, ainda neste ano, deve ocorrer a saída do porto de São Sebastião, em colaboração com o governo estadual, além do Tecon 10.

“O Tecon Santos 10 aumentará em mais de uma vez e meia a capacidade de operações de contêineres do Porto de Santos, que é responsável por mais de trinta por cento das operações de exportação e importação do Brasil.”, ressaltou.

Expectativas sobre a Selic

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, expressou que não vê razões para que o Banco Central continue mantendo a taxa básica de juros (Selic) em 15%.

“Acreditamos que até novembro devemos alcançar pelo menos uma taxa de 12% ou 12,25%, o que ajudará a expandir a janela de crédito no Brasil.”

A ata da recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou o início do ciclo de redução da taxa de juros a partir de março. O documento, no entanto, ressaltou que essa diminuição será feita de forma cautelosa e gradual, permitindo um ajuste que pode variar entre 0,25 e 0,50 ponto percentual.

Conforme mencionado na ata, em um cenário com inflação mais baixa e com sinais mais evidentes de eficácia da política monetária, a estratégia adotada incluirá calibrar o nível de juros. Na última reunião, o Banco Central decidiu manter a Selic em 15% ao ano, o valor mais elevado em duas décadas.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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