Recursos Energéticos, Minerais e Logística: Os Desafios do Brasil na Nova Corrida Global

Recursos Energéticos, Minerais e Logística: Os Desafios do Brasil na Nova Corrida Global

by Fernanda Lima
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Volatilidade das Commodities

A volatilidade das commodities, atualmente, é influenciada primordialmente pelo cenário externo. Pedro Rodrigues, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), afirma que essa situação é totalmente reflexo de fatores globais. Ele observa que, no que diz respeito ao petróleo, a expectativa é de queda nos preços futuros em função de uma oferta superior à demanda. Em contrapartida, os metais como cobre, urânio e lítio adquiriram relevância geopolítica em consequência da Revolução 4.0 e do avanço da inteligência artificial.

Rodrigues destaca que a demanda por energia no mundo é intensa devido ao avanço dessas novas tecnologias, incluindo os datacenters. Ele enfatiza que "energia sem energia a gente não tem datacenter e a gente não vai ter a inteligência artificial aprendendo". Em momentos de crise, o ouro mantém sua posição como uma reserva de valor segura.

Terras Raras

De acordo com Rodrigues, o Brasil não é apenas uma potência agrícola e petrolífera. O país possui a terceira maior reserva de terras raras do mundo, mas apresenta deficiências na regulamentação e na participação em fóruns internacionais de minerais críticos. Ter riqueza no subsolo, segundo ele, não garante prosperidade sem diretrizes claras e segurança jurídica. No tocante às questões ambientais, Rodrigues acredita que a legislação brasileira é sólida, mas excessivamente burocrática e politizada.

Ele aponta que as críticas europeias ao agronegócio brasileiro têm um contexto comercial e propõe uma mudança na narrativa: é necessário abandonar a ideia de que o Brasil é apenas o "celeiro do mundo" e adotar o papel de protagonista na questão da "segurança alimentar". "O Brasil preserva as florestas muito mais que a França… precisamos ser protagonistas da narrativa", afirma.

Infraestrutura

Rodrigues também enfatiza que a infraestrutura é um dos grandes obstáculos enfrentados pelo Brasil. A dependência de caminhões encarece os custos; há uma carência de ferrovias, hidrovias e dutos no país. Ele critica a ênfase em anúncios de grandes projetos enquanto soluções locais, como a construção de gasodutos para transportar gás ao Centro-Oeste, progridem lentamente. O gás, além disso, ainda é caro, principalmente por sua associação ao petróleo e sua extração em campos offshore. Isso torna a produção nacional de fertilizantes menos competitiva em relação à importação.

Rodrigues sugere a promoção da produção em terra, incluindo o petróleo de xisto (shale). Ele propõe substituir o termo "transição energética" por "adição energética", ressaltando que "o mundo não fala mais em transição energética". Para ele, não é viável descartar uma fonte de energia em favor de outra, sendo necessário aceitar que petróleo, energia eólica e solar coexistirão. A demanda por energia, segundo Rodrigues, só tende a aumentar, e o Brasil precisa decidir se quer observar o processo ou liderá-lo.

Fonte: veja.abril.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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