Decisão da Suprema Corte dos EUA
A Fitch Ratings anunciou nesta segunda-feira, dia 23, que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de anular as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, na sigla em inglês), resultou em uma redução significativa na tarifa efetiva média do país. No entanto, essa mudança deu início a um novo ciclo de incertezas em relação à política comercial dos Estados Unidos.
Sistema de Freios e Contrapesos
A Fitch destacou que a decisão da Corte sublinha a importância do sistema de freios e contrapesos noarcabouço institucional norte-americano. Apesar disso, a agência ressaltou que a incerteza sobre o regime comercial permanece elevada, uma vez que o governo continua comprometido com tarifas altas e busca alternativas duradouras para implementá-las.
Implicações Jurídicas e Financeiras
A agência de classificação de risco também afirmou que, apesar da anulação das tarifas, não há esclarecimentos sobre a devolução dos valores já arrecadados com as tarifas impostas desde maio do ano anterior. Essa situação, segundo a Fitch, cria incertezas jurídicas e operacionais adicionais. A possibilidade de reembolsos pode alcançar até US$ 175 bilhões, o que corresponde a 0,6% do PIB, e pode agravar ainda mais as contas públicas.
Previsões de Arrecadação
A Fitch previa que as tarifas garantiriam uma arrecadação anual de aproximadamente US$ 350 bilhões. Com a revogação das cobranças associadas à IEEPA, a agência estima uma perda potencial de cerca de US$ 240 bilhões. Embora a tarifa temporária de 15% possa minimizar o impacto no curto prazo, a Fitch alerta que o cenário após um período de 150 dias permanece indefinido e propenso a novos desdobramentos.
Vulnerabilidade das Empresas
Em um comunicado adicional, a Fitch observou que cerca de 30% das empresas listadas em sua “Lista de Principais Preocupações do Mercado de Empréstimos” são, de maneira direta ou indireta, impactadas pelas tarifas. A agência exarapontou que as empresas de pequeno e médio porte são particularmente vulneráveis, dado que elas possuem menor capacidade de repassar custos e menos diversificação operacional.
Dentro das empresas que estão classificadas como grau de investimento, o setor automotivo foi identificado como o mais exposto à política comercial, em virtude da integração da cadeia produtiva na América do Norte.
Fonte: www.moneytimes.com.br


