Solicitação do Japão aos Estados Unidos
O Japão informou nesta terça-feira, dia 24, que solicitou aos Estados Unidos a garantia de que seu tratamento sob um novo regime tarifário será tão favorável quanto o acordado anteriormente, demonstrando cautela para evitar eventuais turbulências antes da visita do primeiro-ministro japonês aos EUA, marcada para o próximo mês.
Medidas Tarifárias e Impactos
As recentes ações do presidente dos EUA, Donald Trump, podem aumentar o custo tarifário de algumas exportações japonesas. O ministro do Comércio do Japão e o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, conversaram em uma ligação na segunda-feira, dia 23, e afirmaram que os dois países se comprometerão a implementar o acordo comercial firmado no ano anterior "de boa fé e sem demora", conforme informações do Ministério do Comércio japonês.
Após a decisão da Suprema Corte dos EUA na sexta-feira, dia 20, que anulou suas tarifas sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), Trump anunciou uma tarifa temporária de 15% sobre importações de todos os países, que é o máximo permitido por uma legislação específica.
Possíveis Consequências para Acordos Comerciais
Trump também alertou aos países que, caso decidam recuar de seus acordos comerciais com os Estados Unidos, ele poderá adotar tarifas ainda mais elevadas sob diferentes legislações comerciais. O ministro do Comércio japonês, Ryosei Akazawa, declarou em uma entrevista nesta terça-feira que algumas exportações do Japão, que atualmente estão sujeitas a tarifas reduzidas sob o acordo comercial, poderão enfrentar impostos mais altos caso as novas tarifas sejam acumuladas sobre os impostos já existentes.
Um funcionário do Ministério do Comércio mencionou que os produtos que poderiam enfrentar tarifas mais altas sob a nova política de Trump são aqueles que atualmente gozam de tarifas inferiores a 15% devido ao status de nação mais favorecida.
Solicitação de Tratamento Favorável
O Japão reiterou a solicitação de tratamento igualmente favorável ao acordo comercial que foi assinado no ano anterior, de acordo com Akazawa. No mês de julho, os Estados Unidos e o Japão chegaram a um consenso para reduzir as tarifas sobre automóveis e outros produtos para 15%. Além disso, o Japão concordou em um pacote de empréstimos e investimentos no valor de 550 bilhões de dólares destinados aos EUA.
Akazawa e outras autoridades se abstiveram de comentar sobre a decisão da Suprema Corte dos EUA, afirmando apenas que analisariam minuciosamente os detalhes do caso.
Reações do Setor Empresarial
Yoshinobu Tsutsui, chefe do Keidanren, o maior lobby empresarial do Japão, declarou a repórteres que a decisão do tribunal dos EUA "mostrou que os mecanismos de freios e contrapesos estão funcionando" e foi "positiva para a economia em geral". No entanto, ele também observou que as novas tarifas implementadas por Trump aumentaram os riscos relacionados aos investimentos corporativos, conforme noticiado pelo jornal Yomiuri.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


