China Impõe Restrições ao Japão
Na segunda-feira, a China colocou na lista de proibições quatro institutos de pesquisa em defesa do governo japonês e impôs restrições adicionais à exportação que afetam dezenas de outras entidades japonesas, aumentando uma campanha que já se arrasta há meses para limitar o acesso de Tóquio a bens de uso crítico de origem chinesa.
Inclusão de Entidades na Lista de Controle
O Ministério do Comércio da China adicionou 20 entidades, incluindo o Instituto Nacional de Estudos de Defesa, além de centros de pesquisa focados em sistemas terrestres, navais e aéreos, à lista de controle de exportação. Várias unidades ligadas à Mitsubishi Electric e à Mitsubishi Heavy Industries também foram alvos dessa ação.
As proibições aplicadas aos exportadores domésticos, assim como a organizações ou indivíduos que operam no exterior, incluem a transferência de itens de uso duplo de origem chinesa para as entidades mencionadas. Segundo a declaração oficial, qualquer atividade em andamento deve ser interrompida imediatamente.
Exame Mais Rigoroso para Outras Entidades
Além das 20 entidades já mencionadas, outras 20 instituições foram também incluídas na lista, entre elas a Mitsui E&S Co., o fabricante de drones Terra Drone Corporation, processadores de combustível nuclear e diversas unidades da OKI Electric Industry. Essas organizações agora estão sujeitas a uma supervisão de licenciamento mais rigorosa. Ambas as ações entraram em vigor imediatamente.
O ministério indicou que aplicará revisões mais rigorosas em termos de destinatário e uso final para as entidades listadas, afirmando que as exportações que envolvem usuários militares japoneses, aplicações militares ou qualquer uso final que possa fortalecer as capacidades de defesa do Japão não serão aprovadas.
Escalada nas Tensões Entre China e Japão
Essas medidas representam a mais recente escalada em uma campanha que começou em janeiro, quando Pequim baniu exportações de itens de uso duplo para usuários militares japoneses. Em fevereiro, a China incluiu 20 entidades, como subsidiárias da Mitsubishi Heavy Industries, IHI Corp. e Kawasaki Heavy Industries, em sua lista de controle de exportação, além de mais 20 empresas, incluindo Subaru Corp., TDK Corp. e FUJI Aerospace Technology à lista de vigilância.
A pressão sobre Tóquio aumentou após declarações da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, em novembro, que sugeriram que um ataque hipotético da China a Taiwan poderia levar a uma resposta militar de Tóquio, provocando críticas por parte de Pequim.
Reação do Governo Chinês e do Mercado
Em um comunicado na segunda-feira, um porta-voz do ministério do comércio afirmou que o Japão não demonstrou remorso desde as listagens de fevereiro e, ao contrário, "acelerou" sua movimentação em direção ao que Pequim considera um "novo militarismo" — que inclui a implantação de armas ofensivas e o lançamento de mísseis no exterior.
A China exortou o Japão a "recuar do caminho errado", ao mesmo tempo que insistiu que as medidas não afetariam as atividades econômicas e comerciais bilaterais normais, e que "empresas japonesas em conformidade com a lei não têm motivos para se preocupar".
Após a declaração, as reações do mercado foram mistas. As ações da Mitsubishi Electric caíram cerca de 1%, enquanto as da Mitsubishi Heavy Industries tiveram um aumento de 4,9%.
Fonte: www.cnbc.com


