Por que os mercados podem estar mudando de opinião sobre a guerra no Irã

Por que os mercados podem estar mudando de opinião sobre a guerra no Irã

by Patrícia Moreira
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Resumo do Informe Matinal

O Início do Conflito no Irã

O conflito no Irã teve início no último final de semana, mas foi somente na terça-feira que os mercados começaram a perceber as perturbações decorrentes dessa situação.

Impactos nos Mercados

Os preços do petróleo e do gás apresentaram alta, enquanto as ações caíram vários pontos percentuais e os rendimentos dos títulos do Tesouro se elevaram. Esses movimentos ocorreram à medida que os traders ponderavam o impacto inflacionário de uma guerra em intensificação no Irã.

Leia mais: O que uma guerra prolongada com o Irã poderia significar para os preços do gás.

A Reação do Mercado e das Criptomoedas

Embora fosse um contrassenso minimamente astuto no início da semana desconsiderar as potenciais repercussões de uma campanha militar americana contra o Irã, esse cenário mudou rapidamente, voltando a mudar. O presidente dos Estados Unidos e altos funcionários indicaram que as forças armadas estão se preparando para um conflito que pode se expandir e durar semanas. O consenso do mercado está, portanto, se ajustando a essa realidade. Ignorar a incerteza geopolítica, como Wall Street fez em conflitos passados, parece não ser mais a abordagem correta, conforme indicam as tendências atuais. O objetivo agora é reajustar o risco relacionado ao Irã de maneira mais contundente.

Variação do S&P 500

Até a tarde de terça-feira, o índice S&P 500 havia perdido cerca de 2,4%. Após essa retração inicial, o restante da tarde, assim como no dia anterior, viu perdas sendo reduzidas. O S&P 500 fechou com uma queda de apenas 0,9%.

Severidade e Acompanhamento da Situação

A intensidade da situação está sendo reajustada a cada hora, com a conclusão emergindo de que os eventos não devem ser tratados de forma superficial. E essa postura é justificada.

Gregory Daco, economista-chefe da EY-Parthenon, destacou em nota na terça-feira que “a confrontação está se desenrolando ao lado do corredor energético mais estrategicamente importante do mundo: o Estreito de Ormuz. Qualquer ameaça à segurança das embarcações no Estreito de Ormuz eleva imediatamente o risco de um choque energético de proporções sistêmicas.”

Cobertura da Situação

A percepção negativa dos mercados é refletida e amplificada pela cobertura cada vez mais alarmante das ações militares no Oriente Médio e a ampliação do escopo do conflito. O Departamento de Estado dos EUA tem alertado os cidadãos americanos para deixarem 14 países na região, ressaltando a capacidade do Irã de retaliar contra estados vizinhos em uma ampla geografia.

Equação do Choque Energético

O impacto de um choque sistêmico pode ser representado por uma equação simples: choque x tempo. A gravidade do choque e a duração dele continuam sendo assunto de debate, com expectativas divergentes em relação ao tempo que o conflito no Irã pode durar.

Cenários Variados

A Signum Global, por exemplo, mantém a crença de que o presidente Trump pode alcançar seus principais objetivos militares em aproximadamente uma semana. Outros analistas apresentam cenários variados, contemplando uma escalada de curto prazo versus um conflito prolongado, com números mais preocupantes associados a uma duração maior.

A análise da probabilidade de diversos cenários é complexa, especialmente quando os acontecimentos no terreno e as declarações de autoridades oferecem informações contraditórias.

Respostas e Consequências

Em resposta aos bombardeios americanos e israelenses, Teerã alvo de sua estratégia almejou infraestruturas de petróleo e outros alvos na região, com pelo menos nove países relatando ataques. Enquanto isso, o presidente Trump afirmou na terça-feira que "quase tudo foi destruído" no Irã, acrescentando que os sistemas de detecção aérea e radar foram eliminados após os ataques dos Estados Unidos.

Na mesma terça-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que a guerra poderia piorar as perspectivas econômicas globais, caso a luta se prolongue e os preços da energia disparem.

Chris Zaccarelli, diretor de investimentos da Northlight Asset Management, comentou na terça-feira que “ações militares causam uma interrupção de curto prazo nos mercados, mas desde que os danos econômicos sejam limitados, eles se recuperam completamente uma vez que haja mais clareza sobre a extensão da intervenção.” No entanto, a clareza é uma commodity escassa, especialmente nos primeiros dias de uma campanha militar.

Hamza Shaban é repórter da Yahoo Finance, cobrindo mercados e a economia. Siga Hamza no X @hshaban.

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Fonte: finance.yahoo.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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