Fundo imobiliário firma contrato com empresa de óleo e gás e antecipa efeito positivo na receita; IFIX registra queda em março.

Fundo imobiliário firma contrato com empresa de óleo e gás e antecipa efeito positivo na receita; IFIX registra queda em março.

by Ricardo Almeida
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Contrato com empresa do setor de óleo e gás

Recentemente, foi divulgado um comunicado ao mercado informando que um fundo imobiliário firmou um contrato com uma empresa do setor de óleo e gás. O acordo visa a ocupação dos 8º e 9º pavimentos do Edifício The Corporate Macaé, situado na cidade de Macaé, no estado do Rio de Janeiro.

O contrato estabelece a locação de 532,07 metros quadrados (m²), com um período total de 60 meses, que se estenderá até o ano de 2031. A locação está prevista para ter início em 18 de março de 2026.

Vacância e impacto na receita

Com a nova locação, a vacância física da carteira do fundo será reduzida, passando dos atuais 51% para cerca de 48,6%. Essa mudança é significativa para a operação do fundo.

Conforme o comunicado, a locação está prevista para gerar uma receita bruta positiva de maneira escalonada, conforme detalhado a seguir:

  • Cerca de R$ 0,017629 por cota após o período de carência, que se estende até o 12º mês;
  • Aproximadamente R$ 0,105772 por cota entre o 13º e o 24º mês;
  • Em torno de R$ 0,356980 por cota a partir do 25º mês.

É importante ressaltar que esses valores não levam em consideração a correção inflacionária nem possíveis reduções de despesas, como os custos condominiais que atualmente são arcados pelo fundo.

Desempenho do IFIX

No segmento dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), o Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (IFIX), que é o principal indicador da indústria na B3, encerrou a sessão do dia 20 de março com uma leve queda de 0,06%, alcançando 3.861,84 pontos. Esse foi o quarto recuo consecutivo do índice.

Atualmente, o IFIX acumula uma perda de 1,28% em março. Entretanto, no ano de 2026, ainda apresenta uma valorização de 2,29%.

Destaques do último pregão (20)

Durante o último pregão, o fundo imobiliário SNFF11 (Suno FOF) registrou a melhor performance do dia, avançando 2,30% e encerrando a sessão cotado a R$ 73,88.

Na sequência, o fundo PCIP11 (Pátria Crédito Imobiliário Índice) teve um aumento de 2,16%, finalizando o dia a R$ 86,12, enquanto o fundo CPSH11 (Capitânia Shoppings) obteve um ganho de 1,62%, com suas cotas cotadas a R$ 10,67.

TickerVariaçãoÚltimo (R$)
SNFF11+2,30%73,88
PCIP11+2,16%86,12
CPSH11+1,62%10,67
ARRI11+1,19%6,78
VILG11+1,08%99,78

Por outro lado, entre os fundos que registraram as maiores quedas no mesmo período, o BRCR11 (BTG Pactual Corporate Office Fund) teve um recuo de 2,08%, encerrando o dia a R$ 47,00.

Além disso, o ITRI11 (Itaú Total Return) apresentou uma queda de 1,79%, com suas cotas cotadas a R$ 84,84, enquanto o fundo PORD11 (Polo Recebíveis Imobiliários II) registrou uma baixa de 1,65%, com fechamento a R$ 8,35.

TickerVariaçãoÚltimo (R$)
BRCR11-2,08%47,00
ITRI11-1,79%84,84
PORD11-1,65%8,35
KORE11-1,57%75,00
HSLG11-1,38%92,70

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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