Mercado antecipa novo corte na Selic em setembro após divulgação de dados de inflação dos EUA

Mercado antecipa novo corte na Selic em setembro após divulgação de dados de inflação dos EUA

by Ricardo Almeida
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A curva de juros futuros e a situação atual

A curva de juros futuros fechou a sessão nesta quarta-feira, dia 15, com leve estabilidade, refletindo uma diminuição nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, popularmente conhecidos como Treasuries. Essa mudança ocorreu após a divulgação de novos dados sobre a inflação nos EUA, que mostraram índices abaixo das expectativas dos analistas.

Expectativas de corte na taxa Selic

Com o clima de otimismo no mercado externo, os investidores se mantiveram na expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, implementará mais um corte na taxa básica de juros, a Selic. Caso essa redução se confirme, será a quarta consecutiva no contexto de afrouxamento monetário iniciado em março.

No decorrer da tarde, a curva a termo indicava praticamente 100% de chance de uma diminuição de 25 pontos-base na Selic, prevista para o próximo mês de agosto. Atualmente, a taxa encontra-se em 14,25% ao ano.

Além disso, os investidores também começaram a considerar a possibilidade de uma leve redução na Selic em setembro. Ao final da tarde, a probabilidade precificada na curva era de 30% para um quinto corte consecutivo, reduzindo a taxa para 13,75% ao ano, em contraste com 70% de chance de manutenção do atual nível.

Taxas de Depósito Interfinanceiro

Hoje, a taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, que é de curto prazo, fechou em 13,890%, ligeiramente abaixo da taxa de 13,895% registrada no fechamento anterior. Por outro lado, a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações com um valor de 14,025%, comparado a 14,020% do fechamento anterior.

A taxa de DI para janeiro de 2036, que é de longo prazo, finalizou o dia em 14,320%, um aumento em relação à taxa de 14,280% do fechamento da última terça-feira, dia 13.

Movimentações nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, o rendimento do Treasury de dois anos – considerado mais sensível às decisões de política monetária – estava operando a 4,137%, em comparação a 4,193% do ajuste anterior, aproximadamente às 18h30, horário de Brasília.

Paralelamente, o retorno do título de dez anos, que serve de referência para empréstimos imobiliários e financiamentos de veículos, registrou uma queda para 4,551%, descendo de 4,585% da última segunda-feira, dia 13, no mesmo horário.

Inflação e suas repercussões nas expectativas de juros

No âmbito geopolítico, a atenção voltou-se para a recente decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, que recuou sobre a cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz. Entretanto, a grande notícia do dia foi a apresentação de um novo dado sobre a inflação nos Estados Unidos.

Os preços ao produtor, conhecidos pela sigla PPI em inglês, apresentaram uma queda de 0,3% no último mês, seguindo um aumento de 0,6% em maio, cujo número foi revisado para baixo, de acordo com o Departamento de Estatísticas do Trabalho dos EUA. Economistas consultados pela Reuters previam estabilidade nos preços para o mês.

No acumulado de 12 meses até junho, os preços ao produtor aumentaram 5,5%, após um incremento de 6,0% em maio.

Esse resultado está em consonância com o índice de preços ao consumidor (CPI), que foi divulgado um dia antes e mostrou uma deflação de 0,4% em junho, o que representa a maior queda mensal desde abril de 2020 e também ficou abaixo das previsões do mercado.

Embora o PPI não seja a referência inflacionária utilizada pelo Federal Reserve (Fed), ambos os índices ajudam o mercado a ajustar suas previsões sobre a trajetória da taxa de juros. Assim, os investidores aguardam com interesse o índice de despesas de consumo pessoal (PCE), que é o principal indicador para o Fed e será divulgado no próximo dia 30.

Expectativas para as decisões futuras do Fed

Próximo ao fechamento do pregão, a ferramenta FedWatch, do CME Group, sugeria uma probabilidade de 89,8% de que o Fed manterá os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, na reunião agendada para o final deste mês, especificamente no dia 29. Antes da divulgação do PPI, essa probabilidade era de 84%.

De maneira semelhante, para a reunião subsequente, que ocorrerá em setembro, o mercado ajustou suas expectativas para a manutenção da taxa de juros, configurando uma chance de 51,9% para que os juros permaneçam inalterados. Anteriormente, a visão dos traders era de 52,1% para uma alta nas taxas.

Atualmente, o mês de outubro surge como o período mais provável para uma nova elevação nas taxas, com uma probabilidade de 57,3%, conforme indicado pela ferramenta do CME.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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