Militares dos EUA matam 11 em ataque a suposta embarcação de drogas da Venezuela, afirma Trump.

Militares dos EUA matam 11 em ataque a suposta embarcação de drogas da Venezuela, afirma Trump.

by Beatriz Fontes
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Ataque Militar dos EUA a Embarcação Venezuelana

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um ataque nesta terça-feira que resultou na morte de 11 pessoas em uma embarcação da Venezuela. A operação, que é a primeira conhecida desde o recente envio de navios de guerra americanos para o sul do Caribe, foi mencionada pelo presidente Donald Trump.

Declarações do Presidente Trump

Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump comentou: “Nós acabamos, nos últimos minutos, de disparar literalmente em um barco, um barco que transportava drogas, muitas drogas naquele barco”. Ele enfatizou que "há mais de onde esse veio", alertando sobre a entrada de drogas ilegais no país, que, segundo ele, têm origem na Venezuela.

Posteriormente, Trump compartilhou um vídeo em sua plataforma Truth Social. O vídeo aparentava mostrar imagens de drones capturando o momento de uma lancha no mar explodindo e pegando fogo. Ele afirmou que “o ataque resultou em 11 terroristas mortos em ação” e destacou que “nenhuma força dos EUA foi ferida nesse ataque”.

Identificação dos Alvos

O presidente Trump afirmou que a tripulação da embarcação estava composta por membros da gangue venezuelana Tren de Aragua, considerada um grupo terrorista pelos EUA desde fevereiro. Trump reiterou suas acusações de que o grupo opera sob a supervisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, o que é negado pelas autoridades de Caracas. O Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre o ataque.

Detalhes do Ataque

O Pentágono, até o momento, não forneceu detalhes específicos sobre a operação, como o tipo e a quantidade de drogas que estavam a bordo da embarcação, nem sobre as circunstâncias do ataque. A decisão de destruir um navio suspeito de tráfico de drogas, em vez de apreendê-lo, é vista como uma medida extraordinária e traz à memória as ações dos EUA contra grupos militantes, como a Al Qaeda.

Envio de Navios de Guerra ao Caribe

As Forças Armadas dos EUA enviaram um significativo número de navios de guerra para o sul do Caribe nas semanas recentes, cumprindo uma promessa feita por Trump de reprimir os cartéis de drogas que operam na região. O ataque realizado nesta terça-feira é considerado a primeira operação militar do tipo com esse objetivo na área.

Neste contexto, sete navios de guerra dos EUA, acompanhados por um submarino de ataque rápido movido a energia nuclear, estão presentes na região ou a caminho, totalizando mais de 4.500 marinheiros e fuzileiros navais. Embora a Guarda Costeira e a Marinha dos EUA realizem operações regulares no sul do Caribe, essa mobilização atual excede a intensidade habitual das operações na área.

Recursos Navais e Aéreo

Entre os navios de guerra deslocados, estão o USS San Antonio, o USS Iwo Jima e o USS Fort Lauderdale. Alguns destes navios são capazes de transportar recursos aéreos, como helicópteros, e outros têm a capacidade de lançar mísseis de cruzeiro Tomahawk. Além disso, as Forças Armadas dos EUA têm utilizado aeronaves espiãs P-8 para coletar informações de inteligência na região, segundo autoridades norte-americanas, que operam sobre águas internacionais.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em declarações a repórteres, afirmou: “Essas drogas em particular provavelmente estavam indo para Trinidad ou algum outro país do Caribe”. Ele acrescentou que "o presidente vai atacar os cartéis de drogas e o tráfico de drogas nos Estados Unidos".

Implicações Políticas

O foco da administração Trump nas ações de Nicolás Maduro levantou alertas em Caracas de que o verdadeiro alvo das operações é, na realidade, o governo venezuelano. No mês passado, o governo dos EUA dobrou sua recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro, elevando o valor para US$ 50 milhões. Essa medida se baseia em acusações de que ele tem ligações com o tráfico de drogas e grupos criminosos.

Por outro lado, as autoridades venezuelanas têm repetidamente afirmado que o Tren de Aragua não está mais ativo no país, alegando que o grupo foi desmantelado durante uma invasão a uma prisão ocorrida em 2023.

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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