IPC Anual e Núcleo da Zona do Euro Sobem e Euronext 100 Cai 0,95%
Na terça-feira (02/09), às 06h00, a Zona do Euro divulgou uma série de indicadores de preços ao consumidor, incluindo o IPC anual, mensal e núcleo, além do IHCP (Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor) excluindo energia e alimentos. A maioria dos dados apresentou resultados em linha ou levemente acima das projeções. Mais tarde, às 08h30, Elderson, membro do Banco Central Europeu (BCE), fez um discurso que reforçou a necessidade de cautela na condução da política monetária. O índice Euronext 100 (EU:N100) reagiu negativamente, caindo 0,95% ao longo da manhã, refletindo preocupações com a inflação persistente.
Indicadores de Preços ao Consumidor
O IPC da Zona do Euro subiu 2,1% em agosto, em conformidade com a projeção e acima do resultado anterior de 2,0%. No dado mensal, houve alta de 0,2%, em comparação à estabilidade registrada no mês anterior. Esse resultado indica que as pressões de preços permanecem, o que pode levar o BCE a adotar uma postura mais rigorosa em relação aos juros.
O núcleo da inflação, que exclui itens mais voláteis, avançou 2,3% no comparativo anual, atendendo à projeção e mantendo-se estável em relação ao resultado anterior. Mensalmente, o núcleo acelerou 0,3%, após uma queda de -0,2% em julho, evidenciando a continuidade das pressões subjacentes.
Por sua vez, o IHCP excluindo energia e alimentos subiu 2,3% na base anual, abaixo da projeção de 2,4% e estável em relação ao dado anterior. Na comparação mensal, o indicador cresceu 0,3%, revertendo a queda de -0,1% observada anteriormente. Esse dado sinaliza uma perda de fôlego em alguns componentes, mas sem apresentar alívio significativo.
Mercados e Câmbio
No mercado, o Euronext 100 (EU:N100) fechou a manhã desta terça-feira (02/09) aos 1.577,07 pontos, apresentando queda de 0,95%. No câmbio, o euro foi negociado a 1,1620 contra o dólar norte-americano (FX:EURUSD), em baixa, e a 6,3816 frente ao real brasileiro (FX:EURBRL), em leve alta. Esse movimento refletiu a leitura de que a inflação continua resistente, pressionando as expectativas de juros no BCE.


