Dólar Comercial
O dólar comercial iniciou o dia com uma queda de 0,81% nesta sexta-feira (17), sendo negociado a R$ 4,95, o valor mais baixo desde 23 de março de 2024. Essa movimentação acompanhou a alta generalizada dos mercados globais, impulsionada pelas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicou que a guerra no Irã "deve estar acabando em breve".
Porém, esse movimento perdeu força ao longo do dia. Por volta do meio-dia, a moeda americana apresentava uma queda de 0,29%, cotada a R$ 4,97, enquanto o Ibovespa, que havia aberto em alta, passou a registrar uma queda de 0,45%, atingindo 195 mil pontos.
O contrato futuro do petróleo Brent, com vencimento em junho de 2026, caiu 9%, sendo negociado a US$ 90,76 por barril.
No mercado futuro, o Ibovespa alcançou a marca de 200 mil pontos, que é considerada uma barreira psicológica que o índice ainda não havia cruzado anteriormente.
Em Nova York, o EWZ, ETF que replica uma cesta de ativos brasileiros, registrou uma alta de 1,54%, indicando um apetite dos investidores externos pelo mercado local.
Trump e o Oriente Médio
As declarações de Trump durante um evento em Las Vegas na quinta-feira (16) foram o principal fator que desencadeou esse movimento no mercado. O presidente americano descreveu o conflito no Oriente Médio como “indo muito bem” e enfatizou que o Irã está buscando um acordo com urgência. Horas antes, Trump já havia anunciado um cessar-fogo de dez dias entre Israel e o Líbano.
Esse otimismo em relação à possibilidade de uma saída diplomática para o conflito no Oriente Médio tem impulsionado as bolsas americanas ao longo da semana. Os futuros do S&P 500 subiam 0,7%, enquanto os do Nasdaq 100 avançavam 0,8%. Além disso, os contratos relacionados ao Dow Jones aumentavam cerca de 491 pontos, ou 1%, no início do pregão desta sexta-feira.
Na semana, o Dow apresenta uma alta acumulada de 1,4%, enquanto S&P 500 e Nasdaq registram aumentos de 3,3% e 5,2%, respectivamente. Na sessão de quinta-feira, tanto o S&P 500 quanto o Nasdaq já tinham alcançado novas máximas históricas.
Cautela no Meio da Euforia
Entretanto, nem todos os analistas interpretam o movimento atual com total otimismo. Liz Ann Sonders, estrategista-chefe de investimentos do Charles Schwab, alertou que a velocidade da recuperação pode não ser um sinal de durabilidade.
"Em 11 dias, chegamos a novas máximas históricas. Não há nada de errado com isso, mas acho que precisamos observar um pouco mais de participação por baixo da superfície para nos sentirmos confortáveis com a noção de que há algo duradouro aqui", afirmou à CNBC. Para Sonders, o momento demanda diversificação e disciplina, sem grandes apostas direcionais.
Brasil na Corrente Global
A recente queda do dólar, que agora está cotado a R$ 4,96, reflete tanto o enfraquecimento da moeda americana no cenário internacional quanto o aumento do interesse por ativos de mercados emergentes em momentos de distensão geopolítica. A alta do EWZ em Nova York fortalece essa análise: os investidores estrangeiros estão voltando a olhar para o Brasil à medida que o cenário externo se torna mais favorável.
O Ibovespa futuro ultrapassando a barreira de 200 mil pontos é considerado um dado significativo no mercado, embora não garanta que o índice à vista fechará no mesmo patamar. Contudo, o fato é que, pelo menos por ora, o clima global parece favorecer os ativos brasileiros.
Fonte: timesbrasil.com.br


