Governo lançará Desenrola 2.0 com fiscalização mais rigorosa, afirma economista

Governo lançará Desenrola 2.0 com fiscalização mais rigorosa, afirma economista

by Editoria Bolsa e Mercado
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O endividamento dos brasileiros atinge níveis recordes, o que gera preocupação tanto no governo federal quanto no sistema financeiro do país.

Custo da Dívida

De acordo com Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, o principal problema não é o montante da dívida das famílias brasileiras, que é relativamente baixo em comparação com outras nações, mas sim o alto custo associado a essa dívida. Vale expõe que "o brasileiro poderia assumir mais dívidas se os custos fossem menores; esse é o ponto crucial. Os juros pagos sobre essa dívida são insustentáveis".

Desenrola 2.0 e Uso do FGTS

Vale aponta que o governo planeja lançar o Desenrola 2.0 em um contexto fiscal que é, segundo ele, ainda mais desfavorável do que o do programa anterior. Esta nova versão deverá contar com recursos do FGTS, o que o economista descreve como uma medida temporária que não resolve o problema estrutural do endividamento.

Ele declara: "Está sendo utilizado um fundo para que a população quite suas dívidas imediatamente, sem criar condições que possibilitem o pagamento de dívidas com juros menores no futuro". Vale compara essa abordagem à tentativa de "enxugar gelo".

Vale também ressalta que o uso do FGTS levanta questões a respeito de sua finalidade original, que foi criada na década de 1960 como uma forma de proteção ao trabalhador. Atualmente, os rendimentos proporcionados pelo fundo são considerados baixos em comparação com outras opções de investimento disponíveis no mercado.

Juros Altos e Desaceleração Econômica

O panorama atual de juros elevados, com taxas reais ultrapassando 10%, aliado à desaceleração da economia e ao aumento do desemprego, exige que os consumidores adotem uma postura mais cautelosa em relação ao crédito, conforme afirma Vale.

"É realmente vantajoso contrair crédito agora, considerando as taxas exorbitantes que estamos enfrentando e o fato de que o crédito continuará caro em 2026?", questiona o economista, sugerindo uma abordagem mais prudente na tomada de decisões financeiras.

O aumento das taxas de juros, exacerbado pelo recente choque no setor de petróleo que elevou as projeções de inflação para cerca de 5% neste ano, é potencialmente capaz de fomentar a inadimplência e desacelerar o consumo. Vale explica que "a origem desta desaceleração, tanto no consumo quanto na inadimplência, está, de fato, ligada à taxa de juros".

Para o economista, a solução para os problemas estruturais do país requer um ajuste fiscal mais robusto, que possibilite a redução das taxas de juros para patamares mais adequados, abaixo dos dois dígitos. Isso tornaria o crédito mais acessível e, assim, reduziria a inadimplência a longo prazo.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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