Resultados Financeiros da Aura Minerals no Primeiro Trimestre de 2026
A Aura Minerals (AURA33) registrou uma reversão do prejuízo e anunciou um lucro líquido de US$ 95,2 milhões no primeiro trimestre de 2026. Este resultado é atribuído ao aumento na produção, à entrada da mina Borborema e à consolidação da mina MSG, além do significativo crescimento nos preços do ouro.
Dividendo Recorde Anunciado
Com o lucro obtido, a empresa declarou um dividendo recorde de aproximadamente US$ 65 milhões, o que corresponde a US$ 0,78 por ação. No mesmo período do ano anterior, a companhia havia reportado um prejuízo de US$ 73,2 milhões. Ao comparar com o quarto trimestre de 2025, onde a empresa registrou uma perda de US$ 19,9 milhões, a Aura conseguiu retornar a um cenário positivo.
Receita Líquida e Produção
A receita líquida da Aura Minerals alcançou US$ 382,6 milhões, o que representa um crescimento de 136% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e um aumento de 19% em comparação ao trimestre anterior. Este desempenho é atribuído ao maior volume de vendas e ao aumento nos preços dos metais. O preço médio do ouro subiu 70% em um ano, alcançando US$ 4.873 por onça, enquanto o cobre teve um aumento de 27%, cotado a US$ 5,81 por libra.
No que diz respeito à produção, a companhia atingiu um total de 82.137 onças equivalentes de ouro (GEO), registrando um crescimento de 37% em comparação ao mesmo período do ano anterior. As vendas somaram 81.368 GEO, representando um aumento de 35% em relação ao mesmo trimestre do ano passado.
Comentários da Direção
Rodrigo Barbosa, presidente e CEO da Aura, destacou que “no primeiro trimestre de 2026, a Aura deu mais um passo firme em suas três principais frentes de criação de valor”. Ele acrescentou que a mineradora progrediu com a mina Borborema, trabalhou para otimizar as condições da mina MSG e aumentou suas reservas minerais desde a abertura de capital na Nasdaq.
Resultados Operacionais e Ajustes de EBITDA
O EBITDA ajustado (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) da empresa alcançou US$ 243,9 milhões, representando um crescimento de 199% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e um aumento de 17% em comparação com o quarto trimestre de 2025. A margem EBITDA ajustada ficou em 64%, um crescimento de 14 pontos percentuais em um ano.
O lucro líquido ajustado, que exclui os efeitos não monetários relacionados aos derivativos de ouro e impostos diferidos, foi de US$ 109,5 milhões, um avanço de 307% na comparação anual.
Custo de Produção
Apesar do crescimento nos resultados, os custos também apresentaram um aumento. O custo caixa foi de US$ 1.485 por GEO, um incremento de 29% em relação ao ano anterior, enquanto o All-in Sustaining Cost (AISC) subiu 25%, totalizando US$ 1.829 por GEO. A empresa atribuiu essa pressão de custos à consolidação da mina MSG, que ainda está passando por uma fase de reestruturação, ao sequenciamento das minas em Aranzazu e Apoena, além do impacto negativo da valorização do real e do peso mexicano.
Perspectivas de Custos e Produção
A Aura Minerals espera uma redução nos custos, especialmente no segundo semestre do ano, com um aumento na produção e início dos benefícios das iniciativas de redução de custos na mina MSG. A empresa manteve a previsão de produção para 2026, que varia entre 340 mil e 390 mil GEO.
Resultados Financeiros e Geração de Caixa
No aspecto financeiro, a companhia registrou um resultado negativo de US$ 68,9 milhões, embora este tenha sido uma melhora em relação às perdas de US$ 121,6 milhões do ano anterior. Essa situação foi impactada por perdas relacionadas a hedge de ouro, incluindo US$ 24,1 milhões em marcação a mercado e US$ 33,3 milhões em perdas realizadas.
A geração de caixa operacional somou US$ 117,9 milhões, com um aumento de 185% em um ano, enquanto o fluxo de caixa livre recorrente chegou a US$ 94,9 milhões, representando um crescimento de 253% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
Endividamento e Alavancagem
A alavancagem financeira da Aura continua baixa, com a relação dívida líquida/Ebitda dos últimos 12 meses em 0,16 vez, comparada a 0,88 vez um ano antes.
Fonte: www.moneytimes.com.br


