Demandam a renúncia de Lutnick por entrevista sobre Jeffrey Epstein

Demandam a renúncia de Lutnick por entrevista sobre Jeffrey Epstein

by Patrícia Moreira
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Demandas por Renúncia de Howard Lutnick

Resumo do Caso

Na quinta-feira, os democratas da Câmara dos Representantes exigiram a renúncia do Secretário de Comércio Howard Lutnick, acusando-o de ter mentido publicamente sobre sua relação com o infame criminoso sexual Jeffrey Epstein. Além disso, os legisladores afirmaram que Lutnick se recusou a “abrir o jogo” durante uma entrevista fechada subsequente.

Acusações de Mentira

No comunicado enviado a Lutnick, o Comitê da Câmara sobre Supervisão e Reforma do Governo, na sua minoria democrática, declarou: "Os fatos estão claros: você mentiu para o povo americano e tentou ocultar sua relação com Jeffrey Epstein em suas declarações públicas". O texto, assinado por todos os 21 membros democratas do painel, informa: "Sua falta de franqueza demonstra que você não é apto a desempenhar as funções exigidas como Secretário de Comércio, e você deve renunciar imediatamente".

Declarações de Lutnick

Howard Lutnick havia afirmado em uma entrevista no ano passado que, após visitar a mansão de Epstein em Manhattan logo após se mudar para o lado dele em 2005, decidiu que "nunca mais estaria na mesma sala com aquela pessoa desagradável novamente". Lutnick continuou: "Então nunca estive na sala com ele, nem socialmente, nem para negócios, nem mesmo por motivos filantrópicos. Se ele estivesse lá, eu não ia, porque ele é repugnante".

Revelações de Evidências

Entretanto, após a divulgação de arquivos relacionados a Epstein pelo Departamento de Justiça, que mostraram laços contínuos entre os dois homens anos depois, Lutnick admitiu em uma audiência no Senado que ele e sua família almoçaram na ilha privada do financista desonrado em 2012. Epstein se declarou culpado em 2008 por uma acusação penal de solicitação de prostituição de um menor, o que o obrigou a se registrar como criminoso sexual. Ele morreu em uma prisão de Nova York em 2019 enquanto enfrentava acusações federais de tráfico sexual. Sua morte foi considerada um suicídio.

Contradições nas Declarações de Lutnick

Os democratas afirmaram na carta enviada na quinta-feira que a declaração de Lutnick durante a entrevista em 2025 era "demonstravelmente falsa". Eles destacaram: "Durante sua entrevista transcrita, você foi apresentado a provas claras de que se correspondeu e se encontrou fisicamente com Epstein em múltiplas ocasiões antes da sua prisão em 2019", incluindo o almoço na ilha privada.

A Defesa do Secretário

Um porta-voz do Departamento de Comércio, ao comentar a carta para a CNBC, descreveu a demanda como "mais uma tentativa frustrada dos democratas do Congresso de desviar a atenção do trabalho histórico do secretário Lutnick no Departamento de Comércio". O porta-voz continuou: "Em uma aparição voluntária perante o Comitê de Supervisão, o secretário Lutnick respondeu a quase 400 perguntas de membros e funcionários, encerrando somente quando os membros disseram que não tinham mais perguntas". O porta-voz também afirmou que Lutnick explicou repetidamente que três encontros não constituíam uma relação, e que o comitê se reuniu sem identificar quaisquer evidências em contrário. Ele afirmou que as chamadas por sua renúncia eram infundadas e motivadas politicamente.

Apoio da Casa Branca

A Casa Branca anunciou em fevereiro que o Presidente Donald Trump, que também enfrentou escrutínios em relação à sua amizade passada com Epstein, continua a apoiar Lutnick.

Testemunho de Lutnick

Detalhes da Audiência

Lutnick teve uma audiência fechada com o Comitê de Supervisão da Câmara em 6 de maio. Ele afirmou que estava participando de forma voluntária, embora tivesse concordado em comparecer após a representante Nancy Mace, do estado da Carolina do Sul, dizer que emitiria uma intimação bipartidária para forçar seu testemunho.

Encontros com Epstein

Uma transcrição da entrevista mostra Lutnick afirmando que se lembrou de ter se encontrado com Epstein três vezes, incluindo as interações de 2005 e 2012. Em 2011, Lutnick mencionou que a equipe de Epstein entrou em contato sugirindo que ele tinha razões para se comunicar com ele. O encontro foi organizado para que Lutnick, enquanto passeava com sua esposa e cachorros em uma tarde de domingo, tocasse o interfone de Epstein "para ouvir o que ele tinha a dizer".

Negação de Intenção Enganosa

Sob questionamento, Lutnick negou ter sido enganoso sobre sua relação com Epstein, insistindo que sua escolha de usar a palavra "eu" em vez de "nós" era uma distinção crucial. Ele declarou: "Eu estava preciso. Acredito que descrevi isso corretamente. Não quero que seja modificado de forma alguma. Eu nunca estaria na sala com ele socialmente, o que não estava; para negócios, o que não estava; ou filantrópica, o que também não estava. Acredito que o que disse era preciso".

Respostas às Questões

Um dos questionadores replicou: "Todos nós entendemos que você estava na sala com ele em um ambiente social, mas você insistiu que esta frase está correta. Portanto, isso não faz sentido". Lutnick acrescentou: "Eu nunca estive com ele, no sentido de que nunca estive em uma situação com ele. Estive com minha esposa. E esses encontros foram sem importância. Mas, para que as pessoas entendam, nunca estive com ele de nenhuma outra forma".

Finalização do Relato

Os democratas expressaram na carta enviada na quinta-feira: "Nenhuma pessoa razoável aceitaria esse relato". Eles afirmaram: "A obrigação mais básica de um secretário de gabinete perante o Congresso é a franqueza; suas declarações têm um impacto sobre a vida de todos os americanos. Você usou uma entrevista no Congresso não para corrigir o registro, mas para perpetuar uma narrativa pública falsa". Continuaram: "Você contradisse declarações anteriores e evitou perguntas básicas. Um secretário que irá analisar o significado do inglês simples para evitar reconhecer suas próprias palavras, afirmar não lembrar de uma visita documentada à ilha privada de um criminoso sexual condenado e se recusar a responder perguntas básicas sobre suas conversas com o Presidente não pode ser confiável para servir como líder no governo federal".

Por fim, eles reiteraram: "Portanto, exigimos que você renuncie imediatamente como Secretário de Comércio".

Fonte: www.cnbc.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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