Desemprego e Reestruturação na Starbucks
Na última sexta-feira, a Starbucks anunciou mais uma rodada de demissões corporativas e informou que planeja fechar alguns escritórios regionais de suporte como parte de seu processo de reestruturação contínua.
Detalhes das Demissões
A empresa confirmou que irá cortar 300 empregos nos Estados Unidos e anunciou que já iniciou uma revisão de sua equipe corporativa internacional. As demissões não afetarão os funcionários das cafeterias da rede.
Os custos combinados de indenizações e a reavaliação de seu espaço físico resultará em encargos de reestruturação totalizando aproximadamente 400 milhões de dólares, conforme declarado pela cadeia de cafeterias. A Starbucks espera registrar 280 milhões de dólares em encargos não financeiros relacionados à desvalorização de ativos de longa duração e 120 milhões de dólares em encargos financeiros associados aos cortes de emprego.
Comentários da Empresa
"Estamos tomando medidas adicionais sob a estratégia ‘Back to Starbucks’, com o objetivo de construir sobre nosso forte momento de negócios e trabalhar para devolver a companhia a um crescimento durável e lucrativo," disse um porta-voz da Starbucks em declaração à CNBC. "Os líderes realizaram uma análise rigorosa de suas respectivas funções para afinar ainda mais o foco, priorizar o trabalho, reduzir a complexidade e diminuir custos."
Contexto das Demissões
A anunciada rodada de demissões representa a terceira desde que Brian Niccol assumiu a posição de CEO da companhia. Em fevereiro de 2025, Niccol anunciou que a empresa cortaria 1.100 empregos e não preencheria várias outras posições que estavam abertas. Sete meses após essa declaração, a empresa comunicou uma nova redução de 900 empregos para seus trabalhadores não relacionados ao varejo como parte de um plano de reestruturação de 1 bilhão de dólares.
Funcionários da Starbucks
Até o dia 28 de setembro de 2025, conforme um registro regulatório, a Starbucks contava com cerca de 19.000 trabalhadores não varejistas nos Estados Unidos e 5.000 funcionários internacionais que atuavam em funções de suporte regional.
Relatório de Vendas
Durante o período da gestão de Niccol, a companhia iniciou um caro – mas frutífero – processo de reestruturação em seu negócio nos Estados Unidos. As vendas da gigante do café haviam caído devido ao aumento da concorrência e à mudança no comportamento dos consumidores, que se tornaram mais cautelosos em relação aos gastos. Sob a supervisão de Niccol, a Starbucks aprimorou as operações das cafeterias, introduziu novos itens de menu que chamaram a atenção do público, reintroduziu assentos em suas lojas e aumentou a contratação de funcionários em suas unidades.
No último trimestre, a empresa informou que as vendas nas lojas com mais de um ano de funcionamento nos Estados Unidos cresceram 7,1%, impulsionadas por um aumento de 4,3% no número de transações. Este foi o segundo trimestre consecutivo de crescimento no tráfego das cafeterias da Starbucks em território americano, sinalizando que o plano de retomada da empresa está gerando resultados positivos.
Declaração do CEO
"Este trimestre marcou um marco para a Starbucks – e a virada em nossa reestruturação," afirmou Niccol em um vídeo publicado junto aos resultados fiscais do segundo trimestre da companhia em abril.
Fonte: www.cnbc.com


