Divulgação de Indicadores de Energia nos Estados Unidos
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira, 4 de setembro, uma série de indicadores relevantes no setor de energia entre 11h30 e 13h15. Essas informações incluíram dados sobre estoques de gás natural, petróleo bruto, gasolina, destilados, além de informações sobre a atividade das refinarias e produção da Opep. No geral, os resultados apresentaram um cenário misto, com alguns indicadores registrando desempenho superior e outros, inferior, às expectativas de projeção. Por volta das 16h00, os índices de Wall Street mostravam uma reação positiva: o Dow Jones (DOWI:DJI) subia 0,15%, o S&P 500 (SPI:SP500) tinha um avanço de 0,10% e o Nasdaq Composite (NASDAQI:COMPX) se mantinha estável.
Estoques de Gás Natural (11h30)
Os estoques de gás natural apresentaram um aumento de 55 bilhões de pés cúbicos, superando a projeção que apontava para um acréscimo de 54 bilhões e também o nível anterior que era de 18 bilhões. Em geral, dados que superam as expectativas normalmente tendem a pressionar os preços futuros do gás e a reduzir as margens das empresas do setor, embora sinalizem uma oferta robusta disponível no mercado.
Estoques de Petróleo Bruto e Derivados (13h00)
Os estoques de petróleo bruto aumentaram em 2,415 milhões de barris, contrariando as projeções que previam uma queda de 2 milhões e revertendo a leitura anterior que havia mostrado uma diminuição de 2,392 milhões de barris. Em Cushing, observou-se um crescimento de 1,590 milhão de barris. Ao mesmo tempo, os estoques de gasolina apresentaram uma redução de 3,795 milhões, muito acima da expectativa que previa uma queda de apenas 1 milhão. Por outro lado, os estoques de destilados subiram 1,681 milhão, em contraste com a previsão de recuo de 300 mil barris. No geral, um aumento nos estoques de petróleo tende a pressionar os preços do barril, enquanto uma queda nos estoques de gasolina resulta em uma tendência de sustentação nos preços.
Atividade das Refinarias e Derivados (13h00)
A taxa de utilização das refinarias caiu 0,3%, um resultado que foi considerado melhor do que a queda anterior de 2,0%. A produção de gasolina recuou em 109 mil barris, após um aumento de 427 mil barris no dado anterior, enquanto a produção de destilados apresentou uma alta de 36 mil barris, revertendo uma redução de 113 mil do mês anterior. Esses resultados sugere que há ajustes na capacidade no setor, o que pode impactar os preços de curto prazo das ações de empresas de energia listadas na bolsa de valores dos Estados Unidos, como Exxon Mobil (NYSE:XOM) e Chevron (NYSE:CVX).
Produção da Opep (13h15)
A Arábia Saudita elevou a produção de petróleo para 9,60 milhões de barris por dia, um aumento em comparação aos 9,45 milhões de barris registrados anteriormente. O Irã também aumentou sua produção, passando para 3,35 milhões de barris, frente a 3,30 milhões. Da mesma forma, o Iraque alcançou uma produção de 3,90 milhões de barris, em comparação aos 3,80 milhões anteriores. Assim, a produção dos principais países da Opep apresentou um aumento significativo, o que tende a ampliar a oferta global. Esse aumento na produção pode pressionar os preços internacionais do petróleo, incluindo os tipos Brent (CCOM:OILBRENT) e WTI (CCOM:OILCRUDE).
Reação do Mercado
Às 16h00 do dia 4 de setembro, o Dow Jones (DOWI:DJI) operava em alta de 0,15%, alcançando 45.393 pontos. O S&P 500 (SPI:SP500) subia 0,10%, alcançando 6.443,55 pontos. O Nasdaq Composite (NASDAQI:COMPX) mantinha-se estável em 21.498,73 pontos. Em relação ao dólar, medido pelo índice DXY (CCOM:DXY), houve um avanço de 0,20%, cotado a 97,94 pontos. No mercado de commodities, o petróleo Brent (CCOM:OILBRENT) apresentava um recuo de 0,82%, sendo negociado a US$ 66,77, enquanto o WTI (CCOM:OILCRUDE) caía 0,72%, com valor de US$ 63,17.
Acesso a Indicadores Econômicos
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