Petróleo despenca 5% com retorno parcial do tráfego no Estreito de Ormuz

Petróleo despenca 5% com retorno parcial do tráfego no Estreito de Ormuz

by Ricardo Almeida
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Queda nos Preços do Petróleo

Os preços do petróleo encerraram as negociações na quarta-feira, dia 20, apresentando uma forte queda, impulsionada por relatos sobre a reabertura parcial do Estreito de Ormuz.

Os contratos mais negociados do petróleo Brent, que funciona como referência no mercado internacional, para o mês de julho, fecharam com uma redução de 5,62%, alcançando o valor de US$ 105,02 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres.

Por sua vez, os contratos do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para julho registraram uma queda de 5,70%, chegando ao valor de US$ 98,26 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.

Motivos da Queda nos Preços do Petróleo

Um dos fatores que pressionaram os preços do petróleo foi o avanço nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã.

No início da tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, informou a repórteres que o governo estava nos “estágios finais” das negociações de paz com o Irã, segundo informações veiculadas pela imprensa.

Além disso, relatos indicaram que o Paquistão planeja anunciar uma versão final do texto de acordo entre os EUA e o Irã na quinta-feira, dia 21, com o objetivo de encerrar as hostilidades antes de uma negociação presencial, o que também contribuiu para a diminuição das tensões no mercado.

Dados de navegação fornecidos pelas empresas LSEG e Kpler mostraram que três navios petroleiros, carregando um total de 6 milhões de barris de petróleo, conseguiram cruzar o Estreito de Ormuz após uma espera de mais de dois meses no Golfo Pérsico. Esta informação foi interpretada como uma recuperação gradual e parcial da navegação na região.

Adicionalmente, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã relatou que, nas últimas 24 horas, 26 embarcações, incluindo petroleiros, navios porta-contêineres e outros tipos de embarcações comerciais, transitavam pelo Estreito de Ormuz em coordenação com o Irã, segundo informações divulgadas pela mídia estatal.

A Guarda Revolucionária também afirmou que a navegação pela hidrovia estava sendo realizada de maneira contínua, com as permissões necessárias já obtidas e a coordenação feita com a força responsável.

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o fechamento do Estreito de Ormuz, controlado pelo Irã e considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo, tornou-se um dos principais pontos de interesse do mercado.

Apesar do alívio nas cotações, analistas do Goldman Sachs destacam que “os mercados continuam mais apertados, visto que as exportações de petróleo estimadas pelo Estreito permanecem em níveis muito baixos, cerca de apenas 5% do que é considerado normal”.

Dados de Estoques nos EUA

Outro aspecto a ser considerado é a queda maior que o previsto nos estoques de petróleo nos Estados Unidos. De acordo com informações do Departamento de Energia dos EUA (DoE, na sigla em inglês), houve uma redução de 7,863 milhões de barris nos estoques norte-americanos na semana encerrada em 15 de maio. As expectativas dos analistas apontavam para uma diminuição de apenas 3 milhões de barris nesse período.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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