Reajuste nas Mensalidades dos Planos de Saúde
A diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou um reajuste de 5,11% nas mensalidades dos planos de saúde individuais e familiares que são regulamentados para assistência médico-hospitalar. Este novo percentual poderá ser aplicado no período que vai de 1º de maio de 2026 até 30 de abril de 2027.
Beneficiários e Impacto do Reajuste
O reajuste abrange aproximadamente 7,7 milhões de beneficiários que possuem contratos assinados desde janeiro de 1999 ou que foram adaptados às regras estabelecidas pela Lei 9.656/1998. A ANS estima que este grupo representa cerca de 14,5% do total de 52,9 milhões de vidas atendidas pelas operadoras de saúde suplementar no Brasil.
Regras do Setor para Aumento Anual
Conforme as normas vigentes no setor, o aumento anual nas mensalidades deve ser aplicado no mês de aniversário do contrato do plano de saúde. Para os consumidores que têm o aniversário contratual nos meses de maio e junho, o novo valor reajustado passará a ser cobrado a partir de julho ou, no máximo, em agosto, com a inclusão da retroatividade ao mês correspondente do contrato.
Procedimento de Cálculo e Aprovação do Reajuste
A ANS informou que o índice de reajuste foi calculado pela diretoria responsável pelas normas e pela habilitação dos produtos. Este cálculo passou pela análise do Ministério da Fazenda e foi, em seguida, aprovado em reunião da diretoria colegiada da agência reguladora.
Considerações da ANS
Durante a sessão que discutiu o reajuste, o diretor-presidente da agência, Wadih Damous, enfatizou que a ANS está atenta às solicitações feitas tanto pelas operadoras quanto pelos consumidores em relação aos reajustes nos planos coletivos. Ele mencionou que, embora o legislador não tenha conferido à ANS autoridade para atuar diretamente sobre esses planos, a agência se mantém vigilante e procura coibir quaisquer excessos. "A ANS entende os reclamos dos consumidores e as ponderações das operadoras", ressaltou Damous.
Impacto nas Operadoras de Saúde
A definição do reajuste tem potencial para gerar um impacto direto nas operadoras de saúde que estão listadas na bolsa de valores brasileira. Entre elas, destacam-se a Hapvida (BOV) e a Rede D’Or (BOV). O percentual de reajuste aprovado pela ANS foi considerado moderado pelo mercado financeiro, o que pode ajudar a preservar as margens operacionais dessas empresas, ao mesmo tempo em que minimiza a possibilidade de aumento da inadimplência entre os consumidores. Além disso, investidores serão incentivados a monitorar os efeitos dessa medida sobre os custos assistenciais, a rentabilidade e o comportamento da demanda nos próximos trimestres.
Fonte: br.-.com


