Alterações na Carteira de Investimentos
Segundo os estrategistas Fernando Ferreira, Raphael Figueiredo e Caio Souza, a principal alteração feita na carteira de investimentos foi o aumento da posição na empresa Cury, que passou de 10% para 12,5%. Essa mudança reflete uma maior confiança na tese de investimento da construtora, mesmo em um cenário avaliado como desafiador.
Os estrategistas enfatizam que a companhia se destaca pela sua resiliência operacional, apresentando vendas robustas, boa velocidade de vendas (VSO) e uma geração de caixa consistente.
A saída da ação MILS3 da carteira ocorreu após uma forte valorização das suas ações desde sua inclusão, em meio ao anúncio de um possível processo de oferta pública de aquisição (OPA), que se segue à compra da participação de controle pela empresa Loxam.
Por outro lado, a inclusão da companheira ECOR3 se deu com base em um valuation que a XP considera atraente. As ações da empresa ficaram em segundo plano em relação a seus pares desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, refletindo incertezas crescentes em relação ao investimento (capex), que, na análise da XP, parecem excessivas, considerando os fatores mitigadores que são claramente evidentes.
Mudanças Setoriais
A troca da empresa Pague Menos por C&A também reflete uma mudança de preferência setorial. A XP afirma que identifica melhores oportunidades no segmento de vestuário do que no varejo farmacêutico neste momento do ciclo econômico. Além disso, a análise da XP aponta para um espaço significativo para a expansão das margens da companhia C&A.
Recomendações para Junho
A tabela abaixo apresenta as recomendações da XP para o mês de junho, listando as empresas, seus respectivos códigos, setores de atuação, peso na carteira, recomendações de compra e preços-alvo para o fim do ano de 2026.
| Empresa | Código | Setor | Peso na carteira | Recomendação | Preço-alvo no fim de 2026 |
|---|---|---|---|---|---|
| Aura Minerals | AURA33 | Materiais | 5,0% | Compra | R$ 90,00 |
| 3tentos | TTEN3 | Consumo Básico | 10,0% | Compra | R$ 21,60 |
| Orizon | ORVR3 | Utilidades Públicas | 15,0% | Compra | R$ 97,48 |
| Alupar | ALUP11 | Utilidades Públicas | 5,0% | Compra | R$ 36,22 |
| Bemobi | BMOB3 | Comunicações | 7,5% | Compra | R$ 31,00 |
| Vivara | VIVA3 | Consumo Discricionário | 10,0% | Compra | R$ 38,00 |
| C&A | CEAB3 | Consumo Discricionário | 10,0% | Compra | R$ 17,00 |
| Cury | CURY3 | Imobiliário | 12,5% | Compra | R$ 49,00 |
| Marcopolo | POMO4 | Industriais | 7,5% | Compra | R$ 8,50 |
| Priner | PRNR3 | Industriais | 5,0% | Compra | R$ 22,10 |
| Ecorodovias | ECOR3 | Industriais | 2,5% | Compra | R$ 13,90 |
| LWSA | LWSA3 | Tecnologia da Informação | 5,0% | Compra | R$ 5,00 |
| BR Partners | BRBI11 | Financeiro | 5,0% | Compra | R$ 26,00 |
Desempenho da Carteira
No mês de maio, a carteira Top Small Caps da XP registrou uma queda de 5,1%, enquanto o índice Small Caps (SMLL) da B3 apresentou uma redução de 3,7% no mesmo período.
Em 2026, a carteira da XP acumula uma baixa de 3,3%, em comparação com a desvalorização de 1,3% do SMLL.
A XP destaca que sua estratégia é voltada para empresas com valor de mercado inferior a R$ 10 bilhões, com foco em uma visão de longo prazo, boas perspectivas de crescimento e avaliações consideradas atraentes.
Fonte: www.moneytimes.com.br


