João Laranjo é o novo CFO global da Stellantis.

Stellantis pode replicar parceria com Dongfeng, semelhante à colaboração com a Leapmotor no Brasil.

by Ricardo Almeida
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Ampliação da Oferta de Modelos no Brasil

O grupo Stellantis está atualmente estudando, em colaboração com a parceira chinesa Dongfeng, como ampliar sua oferta de modelos no Brasil. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 9 de maio, pelo presidente da empresa na América do Sul, Herlander Zola. O foco da operação local é direcionado para os pontos fortes da Stellantis.

Parceria com Dongfeng

A Stellantis, que controla marcas como Fiat e Jeep, anunciou uma extensão de sua parceria com o grupo automotivo chinês Dongfeng no final de maio. Isso ocorre em um momento em que, em novembro anterior, foi comunicada a entrada da Leapmotor, também da China, que iniciará a produção de veículos elétricos em seu complexo industrial localizado em Goiana, Pernambuco. Este local já atua na montagem de modelos da Jeep.

Zola mencionou que “com a parceria com a Dongfeng podemos aproveitar a possibilidade de estender nosso ‘lineup’ de modelos”. Durante um evento promovido pela Anfavea, associação das montadoras, ele comentou que a empresa está em processo de desenvolvimento conjunto. No entanto, não forneceu detalhes específicos sobre os produtos a serem introduzidos no mercado.

Macroeletivas do Setor

Questionado sobre a possibilidade de replicar o modelo que foi usado para trazer a Leapmotor ao Brasil, Zola sugeriu que “isso pode ser um caminho” entre as diversas alternativas em avaliação pelo grupo.

Recentemente, a Stellantis anunciou um plano global para concentrar investimentos em suas quatro principais marcas: Fiat, Jeep, Ram e Peugeot. Essa estratégia terá repercussão no Brasil, onde a companhia focará em veículos compactos de entrada da Fiat e picapes, segundo Zola. Ele também observou que as montadoras chinesas têm menor relevância nessas categorias específicas de produtos no território nacional.

Renovação na Linha de Produtos

No segmento de utilitários esportivos, a empresa está planejando uma "renovação completa" dos modelos, com um aumento na oferta. A expectativa é de que o compacto Jeep Avenger chegue ao mercado ainda este ano. “Vamos ter parcerias que vamos começar a explorar com a Leapmotor, que serão muito relevantes com a chegada de novos produtos este ano no Brasil”, afirmou Zola.

Implicações da Escala de Trabalho

O presidente da Stellantis também foi questionado sobre a possível aprovação da mudança na escala de trabalho de 6×1, que está em discussão no Congresso, e os impactos que isso teria nos custos produtivos do setor automotivo. Zola destacou que a competitividade da indústria deve ser preservada. Ele afirmou que “o custo produtivo (da escala 5×2), em comparação com a China, piora nossa competitividade”, uma vez que as horas trabalhadas na China em uma semana são significativamente maiores.

Ele reiterou: “Vamos nos adaptar” a essas novas condições.

Cenário do Mercado Automotivo

Atualmente, o Brasil ocupa a sexta posição entre os maiores mercados de carros e comerciais leves do mundo, embora figure como o oitavo maior fabricante, de acordo com dados do setor automotivo. Neste ano, 11 novas marcas iniciaram operações de vendas de veículos no Brasil, sendo a maioria delas de origem chinesa, conforme informações da Anfavea.

Zola comentou que, para a indústria automotiva brasileira manter sua relevância diante da concorrência chinesa, é essencial acelerar o desenvolvimento de novos produtos. Ele asseverou: “Para sermos competitivos, o timing tem que ser diferente. É um timing que precisa ser muito mais rápido”.

Riscos no Modelo de Produção

Sem essa aceleração, o modelo de produção da indústria automotiva brasileira pode ficar ameaçado. O executivo mencionou que muitas montadoras nacionais já possuem parcerias substanciais com empresas na China, que podem ser utilizadas como recurso no Brasil. Ele alertou que esse modelo de produção local “está em risco”, citando desafios macroeconômicos, incluindo a diferença no custo de capital entre os dois países.

Dessa forma, a Stellantis continua a traçar estratégias que possam assegurar sua competitividade e inovação no mercado brasileiro, considerando as dinâmicas globais e as exigências do consumidor local.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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