Endividamento Familiar no Brasil Atinge Nível Recorde em Maio, com Crescimento da Inadimplência, Revela CNC

Endividamento Familiar no Brasil Atinge Nível Recorde em Maio, com Crescimento da Inadimplência, Revela CNC

by Ricardo Almeida
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Endividamento das Famílias Brasileiras Atinge Níveis Históricos

O endividamento das famílias brasileiras voltou a crescer, atingindo um novo recorde histórico em maio, conforme os dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) indicou que a proporção de famílias com algum tipo de dívida subiu de 80,9% em abril para 81,6% em maio, marcando o quinto aumento mensal consecutivo deste indicador.

Comparação Anual

A comparação anual também revela um crescimento significativo. Em maio de 2025, a porcentagem de famílias endividadas era de 78,2%, o que demonstra um aumento no uso do crédito em um contexto de juros elevados e pressões sobre o orçamento familiar.

Tipos de Dívidas

A pesquisa abrange diversas categorias de dívidas, incluindo cartões de crédito, cheque especial, carnês de lojas, crédito consignado, empréstimos pessoais, cheques pré-datados e financiamentos de veículos e imóveis.

Aumento da Inadimplência

Além do aumento do endividamento, a pesquisa constatou uma leve elevação na inadimplência. A proporção de famílias com contas em atraso cresceu de 29,7% em abril para 29,9% em maio. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, esse índice estava em 29,5%.

Famílias sem Condições de Pagar

O grupo de famílias que afirma não ter condições de quitar os débitos vencidos permaneceu estável em 12,3% em maio, mantendo o mesmo índice observado em abril. Em maio de 2025, essa porcentagem era de 12,5%.

Modalidades de Endividamento

De acordo com a CNC, o cartão de crédito continua sendo a principal forma de endividamento no país, sendo reportado por 84,6% das famílias endividadas. “Esse dado reforça o alerta na economia, uma vez que o cartão possui a taxa de juros mais alta do mercado, com uma taxa de 428,3% ao ano no crédito rotativo. A inadimplência entre as famílias que recebem até três salários mínimos aumentou 1,7 ponto percentual em termos mensais, alcançando 38,6% em maio”, destacou a entidade em seu relatório.

Famílias Muito Endividadas

Outro ponto importante observado foi o aumento da quantidade de famílias que se consideram muito endividadas. Este percentual atingiu 17,0% em maio, alcançando o maior nível desde junho de 2024.

Impactos na Economia

A configuração de curto prazo no orçamento familiar elevou a inadimplência geral para 29,9% em maio. Como as taxas de juros ao consumidor reagem lentamente à diminuição da taxa Selic, o custo de manter essas dívidas impacta o poder de compra das famílias. Considerando ainda o recente aumento da inflação, a percepção de risco entre as famílias também se intensifica, conforme afirmou o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes.

Sinais de Acomodação Financeira

Apesar do crescimento do endividamento, a CNC observou alguns sinais de uma possível acomodação financeira. O percentual de famílias com dívidas com prazo superior a um ano chegou a 33,3%, e o comprometimento médio da renda recuou para 29,3%.

Inadimplência e Débitos Vencidos

No segmento de consumidores inadimplentes, 49,3% relataram ter débitos vencidos há mais de 90 dias, representando a menor proporção registrada em 2026. Além disso, o tempo médio de atraso caiu para 65 dias.

Expectativas e Iniciativas de Renegociação

A entidade também destacou as expectativas em torno das iniciativas destinadas à renegociação de débitos. “Com base nas projeções da CNC que indicam novas elevações do endividamento bruto nos próximos meses, as expectativas do mercado estão voltadas para o recém-lançado programa Desenrola 2.0. Este programa federal traz a expectativa de promover a desaceleração dos indicadores, como ocorreu na primeira versão do programa em 2023”, ressaltou a CNC.

Considerações Finais sobre o Mercado

Para os mercados financeiros, o aumento do endividamento e da inadimplência deve ser monitorado de perto por investidores e instituições financeiras. Níveis mais elevados de comprometimento da renda podem influenciar o consumo das famílias, afetando o desempenho de empresas do setor varejista, de serviços e de crédito. Além disso, a evolução desses indicadores poderá impactar as expectativas relacionadas à atividade econômica, inflação, taxas de juros, mercado cambial e títulos públicos nos meses seguintes.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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