Paquistão afirma que acordo entre EUA e Irã pode ser finalizado nas próximas 24 horas

Paquistão afirma que acordo entre EUA e Irã pode ser finalizado nas próximas 24 horas

by Ricardo Almeida
0 comentários

Progresso nas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou neste sábado (13) que houve um entendimento entre Estados Unidos e Irã quanto à formulação de um acordo destinado a encerrar o conflito no Oriente Médio. Segundo Sharif, a conclusão do tratado pode ocorrer nas próximas 24 horas.

Texto final e consensual

De acordo com o primeiro-ministro, ambos os países já chegaram a um “texto final e consensual”, enquanto os mediadores se dedicam aos ajustes finais para formalizar o acordo.

“Estamos mais perto do que nunca de um acordo de paz. Com a conclusão provável nas próximas 24 horas, o Paquistão está pronto para a assinatura eletrônica do acordo imediatamente após, seguida de conversas técnicas na próxima semana”, postou o premiê em sua conta na rede social X.

O Paquistão assumiu um papel central nos esforços de mediação e, segundo Sharif, continua em contato com as partes envolvidas para definir os próximos passos das negociações. “A paz nunca esteve tão próxima como está agora”, enfatizou.

Escalada do conflito

Esse aparente avanço nas negociações acontece após uma série de confrontos que ocorreram entre Irã, Estados Unidos e Israel durante a semana, gerando preocupações sobre a escalada das hostilidades no Oriente Médio.

Na sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, já havia declarado que um acordo “nunca esteve tão próximo”. Esta mensagem foi compartilhada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nos últimos dias tem reiterado que as negociações estão se encaminhando para um desfecho.

A guerra, que teve início com a ação de Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, provocou instabilidade em toda a região e afetou os embarques de petróleo e gás natural provenientes do Golfo Pérsico. Um cessar-fogo está em vigor desde 7 de abril.

Discussões sobre o programa nuclear

Em entrevista à televisão estatal iraniana na última sexta-feira, Araghchi afirmou que as partes envolvidas estão trabalhando para consolidar um acordo inicial que declare o fim da guerra “em todas as frentes, incluindo o Líbano”.

Israel está em confronto com o Hezbollah, um grupo aliado do Irã, no Líbano desde o início de março. Embora o governo israelense não participe ativamente das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, ele declara que não tem a intenção de retirar suas tropas do território libanês.

Araghchi mencionou que as definições sobre o programa nuclear do Irã seriam tratadas em uma etapa posterior, com um prazo de até 60 dias após a assinatura do acordo inicial. Este período poderá ser prolongado mediante consenso entre as partes envolvidas.

O programa nuclear do Irã continua a ser um dos principais pontos de discórdia nas negociações. Os Estados Unidos e Israel afirmam que o andamento do programa pode facilitar o desenvolvimento de armas nucleares, enquanto o governo iraniano defende que suas atividades são exclusivamente pacíficas.

Um alto funcionário do governo dos Estados Unidos, que pediu para não ser identificado, anunciou que o acordo em discussão prevê o início do processo para a destruição ou a retirada do urânio altamente enriquecido que está armazenado pelo Irã.

De acordo com essa fonte, o intervalo de 60 dias após a assinatura do acordo terá como objetivo definir detalhes técnicos referentes a essa operação. O representante não informou qual entidade seria responsável pela remoção do material, que, conforme estimativas, encontra-se em instalações nucleares subterrâneas que foram alvo de ataques dos Estados Unidos no ano passado.

Considerações sobre o Estreito de Ormuz

Outro tema delicado nas negociações diz respeito à reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica essencial para o transporte global de petróleo e gás natural. O fechamento dessa passagem pelo Irã afetou o abastecimento energético, pressionou os preços dos combustíveis e teve impactos sobre os custos de alimentos e outros produtos em várias partes do mundo.

De acordo com um integrante do governo americano, o acordo em discussão inclui medidas para restabelecer o tráfego marítimo na região. Araghchi declarou que o Irã está a favor de um entendimento que possibilite ao país cobrar tarifas dos navios pelos serviços prestados durante a travessia do estreito.

Durante a guerra, o Irã implementou um sistema de pedágio, o qual, segundo os Estados Unidos e outros países, violaria o direito internacional. “Haverá custos envolvidos”, afirmou Araghchi. “E esses custos devem ser pagos.”

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

Você pode se interessar

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência de navegação, personalizar conteúdo e analisar o tráfego do site. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso de cookies conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Você pode alterar suas preferências a qualquer momento nas configurações do seu navegador. Aceitar Leia Mais

Privacy & Cookies Policy