Ibovespa tem queda influenciado por petróleo e setores bancários, enquanto juros futuros caem em meio a expectativas de corte da Selic e cenário internacional favorável.

Ibovespa tem queda influenciado por petróleo e setores bancários, enquanto juros futuros caem em meio a expectativas de corte da Selic e cenário internacional favorável.

by Ricardo Almeida
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Desempenho do Ibovespa em 15 de Junho

Na segunda-feira, dia 15 de junho, o índice Ibovespa (BOV:IBOV | BMF:INDFUT) fechou o pregão com uma queda de 0,42%, alcançando 170.415 pontos. Esse movimento foi impulsionado pela intensa pressão de ações de blue chips, especialmente nos setores de petróleo e financeiro. O volume total negociado na bolsa de valores brasileira foi de R$ 21,0 bilhões, ligeiramente superior à média recente de R$ 20,9 bilhões. O índice futuro também apresentou um viés negativo durante a sessão, embora com oscilações menores ao longo do dia.

Contexto Global e Expectativas para o Mercado

O cenário do pregão foi influenciado por um pano de fundo global misto. No exterior, o apetite ao risco aumentou, motivado por expectativas de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã, relacionado à reabertura do Estreito de Ormuz. Esse fator pressionou os preços do petróleo e ajudou na redução do prêmio de risco global.

Os mercados também estavam vigilantes em relação à semana repleta de decisões sobre taxas de juros, com particular ênfase no Comitê de Política Monetária (Copom) no Brasil e no Federal Reserve nos Estados Unidos. Ambos se encontravam em um contexto de inflação ainda pressionada e incertezas sobre o ritmo de cortes nas taxas.

Na China, o clima do mercado foi afetado por dados mistos sobre crescimento e commodities. Indicadores norte-americanos mostraram sinais de desaceleração industrial, reforçando a expectativa de uma política monetária mais cautelosa. Esse conjunto de fatores resultou em uma queda nos rendimentos das Treasuries, um recuo no valor do dólar global e um suporte adicional a ativos considerados de risco. Entretanto, no Brasil, esse efeito foi parcialmente neutralizado por uma forte realização nos preços das commodities e um fluxo de recursos estrangeiros negativo.

Destaques Corporativos do Dia

No que diz respeito aos destaques do setor corporativo, as ações que mais se valorizaram foram lideradas por Embraer (BOV:EMBR3), que registrou um avanço de 7,06%, impulsionada pelo setor de aviação e pela perspectiva otimista de demanda global. Em seguida, Cury (BOV:CURY3) teve uma alta de 3,02%, refletindo a robustez no segmento de construção civil e incorporação residencial. Bradespar (BOV:BRAP4) também se destacou, com uma valorização de 2,72%, em sintonia com o desempenho positivo de suas participações no setor de mineração.

Por outro lado, as maiores quedas do dia foram observadas nas ações da PRIO (BOV:PRIO3), que tiveram uma desvalorização de 6,91%, impactadas pela acentuada baixa nos preços do petróleo. PetroReconcavo (BOV:RECV3) seguiu essa tendência, apresentando queda de 6,50%, pressionada pela volatilidade do setor de óleo e gás. A Petrobras (BOV:PETR4 | BOV:PETR3 | NYSE:PBR) também enfrentou quedas, com desvalorização variando entre 5,15% e 5,30%, tornando-se o principal fator de pressão sobre o índice devido à sua significativa participação no Ibovespa. Esse movimento reflete a realização forte no setor de energia, enquanto setores cíclicos e industriais demonstraram um desempenho relativamente mais resistente.

Mercado de Juros Futuros

O setor de juros futuros na bolsa de valores brasileira (BMF:DI1FUT | BMF:WINFUT) encerrou o dia com um fechamento robusto ao longo de praticamente toda a curva de juros. Os contratos de longo e médio prazo tiveram uma queda de até 18,5 pontos-base, seguindo a tendência de queda nas yields das Treasuries nos Estados Unidos. Os contratos de curto prazo também acompanharam essa trajetória, porém de maneira menos intensa, refletindo a expectativa de uma possível redução na taxa Selic já nesta semana.

Atualmente, o mercado está precificando cerca de 79% de probabilidade para uma diminuição de 25 pontos-base, o que levaria a taxa para 14,25%. O restante das expectativas sugerem a manutenção da taxa em 14,50%. A concentração de volume e a volatilidade foram observadas nos DIs intermediários, que continuam a ser influenciados pelas projeções de inflação e pela comunicação do Copom.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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