Desmatamento na Amazônia alcança o menor índice da última década

Desmatamento na Amazônia alcança o menor índice da última década

by Ricardo Almeida
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Desmatamento na Amazônia: Dados Recentes

O Brasil registrou entre agosto de 2025 e julho de 2026 a menor área sob alerta de desmatamento na Amazônia nos últimos dez anos. Essa análise é baseada na série histórica que teve início em 2016.

Números e Comparações

Conforme os dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), que é gerido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), foi identificada uma área de 2.874,38 km² sob alerta de desmatamento durante o período mencionado. Isso representa uma redução de 36,87% se comparado ao mesmo período do ano anterior.

No Cerrado, a redução do desmatamento também foi verificada, embora em uma proporção menor do que na Amazônia. Uma área de 5.119,46 km² foi registrada sob alerta, resultando em uma diminuição de 7,8% em relação ao período anterior.

Relevância dos Dados

Os dados divulgados antecipam o ciclo anual que é medido pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), cuja publicação tradicionalmente ocorre em novembro. As informações foram apresentadas durante uma coletiva de imprensa realizada no Inpe, situado em São José dos Campos, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Estado com Maior Queda no Desmatamento

No bioma Amazônia, o estado que apresentou a maior redução na área sob alerta foi o Mato Grosso, com uma queda de 49%. Em seguida, estão o Amazonas, com uma diminuição de 46,7%, e Rondônia, que obteve uma queda de 41,2%. Em contraste, Roraima registrou um aumento de 32,5% na área afetada.

Desmatamento no Cerrado

No Cerrado, o estado com a maior diminuição foi o Piauí, que alcançou uma queda de 51,2%. A Bahia acompanhou com uma redução de 27%. Em Minas Gerais, contudo, foi registrado o aumento mais significativo, com uma alta de 72,5%.

Compromissos do Governo

A meta de alcançar o desmatamento zero até 2030 foi uma das promessas feitas por Lula durante sua campanha eleitoral de 2022. Entre as principais políticas reestabelecidas pelo governo federal está o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia (PPCDam), que havia sido suspenso durante a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro. Este plano inclui medidas de fiscalização e incentivos direcionados aos municípios, visando o controle do desmatamento.

Em um pronunciamento, o presidente afirmou: “Os números estão indicando que se a gente continuar no ritmo que estamos, com a seriedade necessária e alocando os recursos necessários, podemos atingir essa meta”.

Reações e Análises

Durante seu discurso, Lula expressou o desejo de enviar uma foto com os dados para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e fez críticas ao Secretário de Estado americano, Marco Rubio, a quem se referiu como "anti-latinoamericano".

O Observatório do Clima comentou sobre os resultados da redução do desmatamento, indicando que os dados ”comprovam que o Brasil encontrou um caminho para controlar a destruição da floresta tropical”.

Impacto das Emissões de CO2

De acordo com estimativas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), a redução do desmatamento permitiu ao Brasil evitar a liberação de 2,238 bilhões de toneladas de CO2 equivalente (GtCO2e) na atmosfera. Esse valor é comparável ao total bruto de emissões geradas pelo país em um único ano.

Os resultados apontam o Brasil como uma das nações que mais reduziram suas emissões no mundo nos últimos quatro anos, conforme comunicado do Observatório do Clima.

Advertências sobre a Agenda Ambiental

Entretanto, a entidade faz um alerta em relação a propostas legislativas que podem ameaçar a agenda ambiental, como projetos que visam flexibilizar o Código Florestal e diminuir a proteção de Unidades de Conservação.

Recentemente, o Senado aprovou um projeto que transforma uma parte da Floresta Nacional (Flona) do Jamanxim, localizada no Pará, em Área de Proteção Ambiental (APA). Este novo status inclui regras ambientais menos rigorosas, permitindo a regularização fundiária e a realização de atividades econômicas, como pecuária e mineração.

O secretário executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini, destacou que a redução dos índices de desmatamento representa um importante legado ambiental do governo Lula e uma significativa contribuição para a agenda climática nos últimos anos. Contudo, ele ressalta que o fim da destruição das florestas brasileiras só se tornará realidade com uma ampla mudança no Parlamento, além de abordagens que equacionem as contradições presentes dentro do próprio governo.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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