Emboscada Planejada Contra Rony Seikaly
Um grupo liderado pelo proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, e gerenciado por Felipe Mourão, conhecido como “Sicário”, teria orquestrado uma emboscada contra o ex-jogador da NBA e atual DJ Rony Seikaly.
Desentendimento Inicia Conflito
De acordo com trocas de mensagens às quais a Polícia Federal teve acesso, o conflito teve início após um desentendimento entre Seikaly e um dos filhos de Vorcaro, nome não revelado pela PF.
Rony Seikaly, natural do Líbano, atuou na NBA entre 1988 e 1999, defendendo equipes como Miami Heat, Golden State Warriors, Orlando Magic e New Jersey Nets.
Planejamento de Intimidação
Daniel Vorcaro discutiu a contratação de um indivíduo em Miami para perseguir Seikaly. Ele também sugeriu um flagrante de drogas, bem como uma intimidação quando o DJ estivesse no Brasil. Estas informações foram confirmadas pelo Times Brasil, que é licenciada exclusiva da CNBC.
O documento da PF revela que Vorcaro ofereceria R$ 10 milhões para "dar uma lição naquela pessoa", com o objetivo de mostrar que “com o filho dele não se mexe”. Ele também propôs a ideia de contratar o DJ para uma apresentação no Brasil — com locais sugeridos, como Rio de Janeiro ou Belo Horizonte — para que o artista fosse pressionado tanto pela milícia quanto pela polícia.
Obtenção de Informações sobre Seikaly
Uma etapa importante do processo de intimidação foi executada por Marilson Roseno da Silva, identificado pela PF como o líder do grupo. Ele contatou o policial federal Anderson Wander da Silva Lima para obter informações pessoais sobre Seikaly. As informações requisitadas incluíam dados como endereços em Miami, e-mails, números de telefone, detalhes da habilitação e participações do DJ em empresas.
Além disso, o policial recebeu perguntas sobre as últimas entradas de Seikaly no Brasil e suas futuras viagens ao país.
Ofício Falso Enviado à Interpol
Outra faceta da operação do grupo estava relacionada ao Ministério Público Federal. Um ofício falso à Interpol, com timbre do MPF, foi criado, originado de um inquérito instaurado em Roraima que não apresentava qualquer relação com o conteúdo do documento.
O ofício, que tinha Ronald Fred Seikaly como alvo, foi enviado por Mourão a Vorcaro, embora a Polícia Federal não tenha confirmação sobre sua utilização posterior.
Fonte: timesbrasil.com.br


