Azzas 2154 Contrata Morgan Stanley para Avaliação de Ativos
A Azzas 2154, conhecida também pelo código AZZA3, anunciou a contratação do banco Morgan Stanley. A iniciativa visa assessorar na avaliação de alternativas estratégicas relacionadas aos ativos da marca “Farm Rio”, conforme indicado em um documento encaminhado ao mercado na última sexta-feira, dia 19.
O relatório divulgado mais cedo pelo site Neofeed revelou que a empresa contratou o banco para a possível venda da marca feminina. A transação avaliada gira em torno de aproximadamente US$ 1 bilhão, que, com o câmbio atual, corresponde a cerca de R$ 5,1 bilhões. Este montante é superior à avaliação de mercado atual da companhia, que está em torno de R$ 3,2 bilhões.
A negociação é vista como uma estratégia para liberar valor em uma companhia cuja desvalorização é atribuída mais a desavenças entre os sócios do que a aspectos relacionados aos ativos em si.
Após a divulgação da notícia, as ações da empresa dispararam, apresentando um aumento de 9% em um curto intervalo de tempo. Contudo, a Azzas 2154 enfatizou que, até o momento, não existe nenhuma decisão finalizada, aprovação de operação, estrutura definida, proposta formal ou qualquer instrumento que vincule a empresa a um processo de negociação. Também não há definição sobre termos, condições, ativos envolvidos, cronograma ou viabilidade da eventual operação.
Disputa entre Jatahy e Birman
Por trás dessa possível transação, há indícios de uma disputa entre os sócios da companhia. Em maio, a varejista tornou público um conjunto de demandas sociais envolvendo os empresários Roberto Luiz Jatahy Gonçalves e Alexandre Café Birman. Estas demandas se relacionam à estrutura organizacional das áreas de vestuário feminino e masculino da empresa.
No comunicado enviado ao mercado, a Azzas 2154 esclareceu que as ações judiciais decorrem de divergências acerca da gestão e da governança da empresa, que surgiu da combinação de negócios entre os grupos Arezzo e Soma, finalizada em 2024.
Entre as ações protocoladas, destaca-se uma medida cautelar ajuizada por Roberto Jatahy, em 8 de maio, na 7ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). O executivo requereu a manutenção da estrutura organizacional vigente até 22 de abril e pediu pela preservação de seu cargo como Chief Brand Officer, além da responsabilidade pela gestão das linhas de vestuário feminino e masculino.
Fonte: www.moneytimes.com.br

