Copa promete gerar R$ 4,3 bilhões no varejo brasileiro, segundo economista-chefe da CNC - Times Brasil

Copa promete gerar R$ 4,3 bilhões no varejo brasileiro, segundo economista-chefe da CNC – Times Brasil

by Fernanda Lima
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A Copa do Mundo de 2026 deverá gerar um impacto financeiro de R$ 4,3 bilhões no varejo brasileiro, conforme a previsão da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Este montante representa um crescimento real de 6,5% em comparação ao torneio de 2022, já considerando a inflação.

Em uma entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, destacou que o efeito da Copa no comércio normalmente começa a ser sentido de forma antecipada, sobretudo em relação a produtos como televisores, vestuário, bandeiras e itens relacionados à seleção brasileira.

“Os consumidores que planejam adquirir um novo aparelho de TV ou qualquer item de roupa tendem a gastar mais antes mesmo do início do evento ou logo no seu começo”, explicou.

De acordo com Bentes, a dinâmica de consumo é diferente para bares e restaurantes, que têm sua lucratividade geralmente aumentada ao longo da competição. A CNC estima que o setor de alimentação fora do lar possa movimentar aproximadamente R$ 2,5 bilhões durante o evento.

“Para bares e restaurantes, quanto mais tempo o Brasil estiver na competição, a tendência é que os ganhos aumentem a cada fase”, afirmou.

Bares e Supermercados Ganham Com o Avanço do Brasil

Bentes observou que o setor supermercadista é o que mais tende a se beneficiar conforme o Brasil progride nas fases do torneio. Esse fenômeno ocorre devido ao aumento do consumo de alimentos e bebidas à medida que os torcedores se reúnem para assistir às partidas.

“No que diz respeito ao comércio, eu afirmaria que praticamente apenas o setor de supermercados se beneficia desse prolongamento da Copa”, comentou.

O economista também acrescentou que os horários das partidas da Copa de 2026 se alinham com os períodos de maior movimento para bares e restaurantes, o que pode resultar em um incremento considerável no faturamento do setor de serviços, principalmente durante jogos decisivos.

Menor Procura por TVs

A CNC identificou uma redução na demanda por televisores neste Mundial em comparação a edições anteriores. Bentes mencionou que as vendas de TVs e smart TVs estão entre 8% e 10% inferiores ao observado durante a Copa de 2022.

“Ao contrário de outras Copas, notamos uma procura menor por televisores”, declarou.

Para o economista, essa diminuição está atrelada a dois fatores principais: uma mudança nos hábitos de consumo, com muitas pessoas optando por assistir aos jogos por meio de smartphones e computadores, e condições econômicas menos favoráveis que impactam a compra de bens duráveis.

“O brasileiro está preferindo ir ao supermercado ao considerar suas compras durante a Copa”, afirmou Bentes.

Além disso, ele enfatizou que o elevado nível de endividamento das famílias e as taxas de juros ainda altas dificultam a aquisição de produtos que requerem financiamento, como os televisores.

Alimentação Pesa Mais no Consumo

De acordo com o economista, a Copa de 2026 será marcada por um aumento nos gastos com alimentação, superando os gastos com bens de consumo duráveis. Ele apontou que tanto alimentos consumidos em casa quanto fora dela devem representar uma parcela significativa da movimentação econômica durante o evento.

No contexto de bares e restaurantes, Bentes explicou que o faturamento costuma aumentar entre 5% e 6% durante a Copa. No setor de alimentos, o torneio também proporciona um impulso às vendas a cada quatro anos.

“É um gasto que não ocorreria se não houvesse a Copa do Mundo ou se a paixão pelo futebol não fosse tão forte”, comentou.

Copa Supera Datas do Varejo

Segundo Bentes, a Copa do Mundo gera uma movimentação maior do que eventos como a Páscoa e o Dia dos Namorados, aproximando-se do volume de vendas da Black Friday no varejo. Contudo, o evento possui uma característica particular: também favorece o setor de serviços.

“As datas mais significativas para o varejo, em ordem, são Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais, com a Black Friday apresentando um impacto comparável ao da Copa do Mundo”, afirmou.

Conforme o economista, a interação entre o varejo e os serviços confere à Copa um impacto econômico relevante no Brasil.

“Este evento incita a paixão do brasileiro e estimula as compras de maneira geral”, concluiu.

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Fonte: timesbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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