Banco Central: Expectativa de Inflação Aumenta para 2026 e Cresce o Pessimismo Econômico, aponta Pesquisa Firmus

Banco Central: Expectativa de Inflação Aumenta para 2026 e Cresce o Pessimismo Econômico, aponta Pesquisa Firmus

by Ricardo Almeida
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Revisão das Expectativas de Inflação

Empresas consultadas pelo Banco Central do Brasil apresentaram uma revisão para cima nas expectativas de inflação, além de indicarem uma percepção mais negativa sobre o cenário econômico atual. Essa constatação foi revelada em uma nova edição da pesquisa Firmus divulgada pela autoridade monetária.

Resultados da Pesquisa

Na nova rodada do levantamento, que reúne a visão de companhias fora do setor financeiro sobre negócios e variáveis macroeconômicas, a mediana das expectativas para a inflação em 2026 subiu de 4,0% no relatório de março para 5,0%. Para 2027, a projeção foi mantida em 4,0%, enquanto para 2028 houve um aumento de 3,8% para 4,0%. A amostra contou com a participação de 349 empresas, que foram entrevistadas entre os dias 11 e 29 de maio.

Deterioração da Percepção Econômica

O levantamento também mostrou uma deterioração na percepção sobre a situação econômica atual, com uma piora nas expectativas de desempenho dos próprios setores. Além disso, as empresas indicaram uma pressão adicional esperada sobre custos de mão de obra e insumos. O Banco Central do Brasil incluiu nesta edição uma nova questão sobre os efeitos da guerra no Oriente Médio, e a maioria das empresas consultadas apontou impactos relevantes em fretes, logística e na aquisição de derivados de petróleo.

Projeções para o Crescimento Econômico

Em relação ao crescimento econômico, a projeção das empresas para o Produto Interno Bruto foi mantida em 1,8% para os anos de 2026 e 2027. No que diz respeito ao câmbio, as companhias consultadas passaram a projetar um dólar mais fraco nos próximos seis meses, com uma mediana de R$ 5,15, que é inferior aos R$ 5,40 da leitura anterior.

Impactos das Expectativas de Inflação

O aumento das expectativas de inflação tende a manter a curva de juros pressionada, o que traz reflexos diretos sobre títulos públicos e o custo de capital das empresas. No mercado cambial, a projeção de um dólar mais fraco sugere um alívio marginal para ativos sensíveis à importação. Entretanto, o cenário de custos mais elevados reforça a atenção necessária para as margens corporativas em setores industriais e de serviços.

(bc)

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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