Taxas de Juros e Percepção de Risco no Brasil
As taxas de juros negociadas no mercado futuro apresentaram uma leve alta na manhã desta sexta-feira, dia 14, especialmente nos vencimentos intermediários e longos. Essa movimentação reflete a deterioração da percepção de risco no Brasil, o que, por sua vez, mantém o dólar em ascensão e impacta negativamente a Bolsa de Valores.
Comportamento das Taxas
Por volta do final da manhã, notou-se uma aceleração em alguns dos contratos ao longo da curva de juros, com os vértices mais longos registrando um aumento de até 10 pontos-base.
Análise do Cenário Fiscal
Para Eduardo Velho, economista-chefe da Bravonte Capital, o padrão observado nas taxas de juros destaca a preocupação com a situação fiscal interna. O mercado parece antecipar um resultado nas eleições presidenciais que manteria uma política fiscal expansionista.
“O mercado está aumentando o peso do calendário eleitoral, com a percepção de que não haverá um controle de gastos”, afirma Velho. Essa situação sinaliza, segundo ele, uma perspectiva de manutenção das taxas de juros elevadas por um período mais extenso.
Impacto das Sanções dos EUA
Sobre a decisão do Brasil em aderir à reciprocidade em relação às sanções impostas pelos Estados Unidos, Velho considera este fator agravante, mas não o principal motivo para a precificação da curva de juros.
Dados sobre Contratos de Juros
Às 11h38, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 era negociado a uma taxa de 13,755%, em comparação aos 13,746% do ajuste anterior.
O DI para liquidação em janeiro de 2029 atingiu 14,32% em sua máxima diária, em relação aos 14,25% do ajuste anterior. Por sua vez, a taxa do DI com vencimento em janeiro de 2031 estava fixada em 14,61%, contra 14,51% registrado previamente.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
