O CEO da BrasilAgro (AGRO3), André Guillaumon, afirmou que é injusto avaliar a companhia, frequentemente chamada de “tese imobiliária do agronegócio”, utilizando o método de Fluxo de Caixa Descontado (DCF).
Durante um evento realizado pela empresa para investidores em São Paulo, Guillaumon expressou sua visão sobre a avaliação das companhias no setor agrícola. Ele destacou que muitas dessas empresas estão sendo precificadas de forma bastante inferior, com base no DCF operacional. “Porém, no nosso caso, é injusto nos avaliar dessa maneira, pois somos fundamentalmente uma empresa que se dedica à compra e venda de fazendas”, explicou.
Os avanços da BrasilAgro e os efeitos dos juros altos
Guillaumon enfatizou que o ano de 2025 tem se mostrado especialmente desafiador, repleto de turbulências originadas em fatores como câmbio, geopolítica e logística. Esses elementos têm tido um papel significativo no desempenho do setor agrícola.
O CEO mencionou uma flutuação no valor do dólar que viu a moeda sair de R$ 6,40 para R$ 5,30, o que exigiu da empresa uma considerável capacidade de adaptação. Ademais, ele chamou a atenção para a queda nos preços da soja e o impacto de eventos climáticos que afetaram a produção. Outro desafio identificado foi a necessidade de realizar investimentos em armazenamento em um cenário de taxa Selic em dois dígitos, o que tornou o capital mais caro e restringiu o financiamento.
Apesar dos obstáculos enfrentados, Guillaumon afirmou que a equipe da BrasilAgro conseguiu gerenciar as adversidades com competência. Ele se mostrou otimista, afirmando que a empresa agora aguarda um período mais favorável que poderá melhorar suas condições de operação.
Fonte: www.moneytimes.com.br

