A operação dos EUA para capturar Maduro

A operação dos EUA para capturar Maduro

by Ricardo Almeida
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Missão para Capturar Nicolás Maduro

Às 4h21 da manhã deste sábado (3), o presidente Donald Trump publicou uma mensagem em sua plataforma Truth Social, informando que os Estados Unidos haviam realizado uma operação audaciosa para capturar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores.

A operação foi surpreendente, mas fontes familiarizadas com o planejamento revelaram que essa ação, considerada uma das mais complexas dos EUA em tempos recentes, estava em desenvolvimento há vários meses e incluiu ensaios meticulosos.

Preparativos e Envolvimento da CIA

As tropas de elite dos Estados Unidos, incluindo a Força Delta do Exército, trabalharam na criação de uma réplica precisa do esconderijo de Maduro, ensaiando a entrada na residência fortemente protegida. A CIA tinha uma pequena equipe no local desde agosto, que forneceu informações sobre o estilo de vida de Maduro, facilitando a execução da operação, segundo uma fonte a par dos detalhes.

Duas fontes adicionais informaram à Reuters que a agência de inteligência possuía um informante próximo a Maduro, capaz de monitorar seus movimentos e identificar sua localização exata durante a operação.

Planejamento da Operação Absolute Resolve

Com todos os elementos organizados, Trump deu a aprovação final para a operação quatro dias antes do evento. No entanto, os planejadores militares e de inteligência aconselharam que ele aguardasse melhores condições climáticas e menos nuvens.

A aprovação final do que ficou conhecido como Operação Absolute Resolve ocorreu às 22h46 (horário de Washington) na sexta-feira (2), segundo informações do presidente do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general Dan Caine.

Trump estava com seus assessores no clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida, acompanhando os eventos por uma transmissão ao vivo.

Desdobramentos da Operação

O relato do desenrolar da operação, que se estendeu por várias horas, baseia-se em entrevistas com quatro fontes que estavam a par da situação, além de detalhes fornecidos pelo próprio Trump. O presidente declarou: “Já fiz algumas operações muito boas, mas nunca vi nada parecido com isso” durante uma entrevista à Fox News algumas horas após a conclusão da missão.

O Pentágono coordenou um aumento significativo de forças militares na região do Caribe, que incluiu o envio de um porta-aviões, 11 navios de guerra e mais de uma dúzia de aeronaves F-35. No total, mais de 15.000 soldados foram deslocados para a área, em um esforço que as autoridades dos EUA há muito descreviam como operações antidrogas.

De acordo com uma das fontes, Stephen Miller, um assessor sênior de Trump, estiveram envolvidos na operação o secretário de Estado, Marco Rubio, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o diretor da CIA, John Ratcliffe. Esta equipe central trabalhou na questão durante meses, ocupado com reuniões e telefonemas regulares, alguns deles até diários. Além disso, tiveram frequentes encontros com o presidente.

No final da noite de sexta-feira e na madrugada de sábado, Trump e seus assessores se reuniram enquanto diversas aeronaves dos EUA decolavam e realizavam ataques aéreos em alvos dentro e nos arredores de Caracas, incluindo sistemas de defesa aérea, conforme relatado por um oficial militar dos EUA.

Operação Aérea e Intervenção das Forças Especiais

O general Caine enfatizou que a operação contou com mais de 150 aeronaves lançadas a partir de 20 bases no Hemisfério Ocidental, incluindo jatos F-35, F-22 e bombardeiros B-1. “Tínhamos um jato de combate para cada situação possível”, afirmou Trump em uma aparência no programa “Fox & Friends”.

Fontes indicaram à Reuters que o Pentágono também havia se preparado discretamente na região, reabastecendo aviões-tanque, drones e aeronaves especializadas em interferência eletrônica. Autoridades dos EUA relataram que os ataques aéreos atingiram alvos militares. Imagens capturadas pela Reuters na base aérea de La Carlota, em Caracas, mostraram veículos militares destruídos de uma unidade antiaérea venezuelana.

Com os ataques em andamento, unidades das Forças Especiais dos EUA se infiltraram em Caracas, armadas e equipadas, inclusive com um maçarico, para o caso de necessitarem cortar portas de aço da residência de Maduro.

Por volta da 1h (horário de Washington) de sábado, conforme indicado por Caine, as tropas chegaram ao complexo de Maduro no centro de Caracas e foram recebidas a tiros. Um dos helicópteros foi atingido, porém conseguiu continuar voando. Vídeos compartilhados nas redes sociais por moradores mostraram um comboio de helicópteros voando baixo sobre a cidade.

Ao chegarem ao esconderijo de Maduro, as tropas, juntamente com agentes do FBI, entraram na residência, que foi definida por Trump como uma “fortaleza altamente protegida”.

Captura de Maduro

Dentro do esconderijo, segundo relatos de Caine, Maduro e sua esposa se renderam. Trump afirmou que o líder venezuelano tentou acessar um local seguro, mas não conseguiu fechar a porta a tempo. “Ele foi pego de surpresa e não conseguiu entrar”, comentou Trump.

Embora alguns membros das forças dos EUA tenham sido atingidos durante a operação, Trump assegurou que nenhum deles foi morto.

Comunicação durante a Operação

À medida que a missão progredia, Rubio começou a informar os parlamentares que a operação estava em andamento. As notificações começaram apenas após a execução da operação, o que contrasta com a prática habitual de informar previamente os principais parlamentares responsáveis pela supervisão, conforme revelaram fontes à Reuters.

Quando as tropas deixaram o território venezuelano, Caine relatou que elas se envolveram em “vários confrontos de autodefesa”. Às 3h20 (horário de Washington), os helicópteros estavam sobre a água, juntamente com Maduro e sua esposa.

Exatamente sete horas após o anúncio da operação no Truth Social, Trump fez uma nova postagem, desta vez compartilhando uma foto do líder venezuelano capturado, com os olhos vendados, algemado e vestindo um conjunto de moletom cinza.

“Nicolás Maduro a bordo do USS Iwo Jima”, escreveu Trump, referindo-se ao navio de assalto anfíbio que transportava o líder venezuelano.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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