Petroleiras dos EUA deverão atuar na Venezuela, afirma Trump

Petroleiras dos EUA deverão atuar na Venezuela, afirma Trump

by Ricardo Almeida
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Posicionamento dos EUA na Venezuela

Em um pronunciamento recente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou que o país permanecerá na Venezuela por tempo indeterminado até que ocorra uma transição de poder que seja considerada “segura”. Ele também destacou que as empresas petrolíferas norte-americanas estão autorizadas a operar no território venezuelano.

Operações das Empresas Petrolíferas

Durante uma coletiva de imprensa a respeito da operação que resultou na prisão de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, Trump afirmou que as companhias estão “preparadas para entrar no país e investir para restaurar a produção”. Segundo informações, a Venezuela é detentora de 17% das reservas mundiais de petróleo bruto, fazendo dela a maior possuidora desse recurso no mundo.

Trump afirmou: “Nossas grandes companhias petrolíferas americanas, as maiores do mundo, vão entrar, gastar bilhões de dólares, consertar a infraestrutura petrolífera, que está em péssimo estado, e começar a gerar lucro para o país”.

O presidente dos EUA acrescentou que a ocupação norte-americana “não nos custará um centavo”, pois o reembolso viria do “dinheiro que sair do solo”, referindo-se às riquezas petrolíferas da Venezuela.

Apropriações e Indústrias

No decorrer de suas declarações, Trump também acusou os governos venezuelanos de se apropriar à força da indústria petrolífera, a qual, segundo ele, foi construída com capital e expertise norte-americanos. “Construímos a indústria petrolífera da Venezuela com talento, empenho e habilidade americanos, e o regime socialista a roubou de nós durante as administrações anteriores”, declarou.

Para Trump, esse episódio representa “um dos maiores roubos de propriedade americana na história do nosso país”.

Presença da Chevron e o Mercado Petrolífero

A Chevron se destaca como a última grande petroleira norte-americana a operar na Venezuela, tendo presença no país desde o início do século XX. Recentemente, a produção da companhia vinha sendo mantida por meio de uma autorização especial, e a Chevron exporta aproximadamente 150 mil barris de petróleo diariamente para a Costa do Golfo dos Estados Unidos.

Embora a Chevron seja atualmente a única grande operadora no território venezuelano, empresas como Exxon Mobil e ConocoPhillips possuem um histórico significativo de atividades no país. O American Petroleum Institute (API), principal grupo comercial de petróleo dos EUA, afirmou estar monitorando a situação emergente na Venezuela. Um porta-voz do API declarou à Reuters: “Estamos acompanhando de perto os acontecimentos envolvendo a Venezuela, inclusive as possíveis implicações para os mercados globais de energia”.

Interesse por Recursos Venezolanos

O interesse dos Estados Unidos pelas reservas petrolíferas venezuelanas tornou-se evidente no início de dezembro. Em 16 de dezembro, o governo Trump implementou um bloqueio naval a petroleiros que se destinavam ao país, tomando controle de duas embarcações. Naquela oportunidade, a Casa Branca alegou que essa medida visava interromper a entrada de recursos que financiam organizações relacionadas ao narcotráfico, classificando o governo Maduro como uma organização terrorista estrangeira.

A pressão exercida por Trump sobre Nicolás Maduro incluiu um aumento na presença militar na região, além de mais de duas dúzias de ataques militares a embarcações no Oceano Pacífico e no Mar do Caribe, próximos à Venezuela. Pelo menos 100 pessoas foram registradas como mortas em decorrência desses ataques.

Trump afirmou: “A Venezuela está completamente cercada pela maior Armada já reunida na História da América do Sul. E só vai ficar maior, e o impacto neles vai ser algo nunca antes visto, até que devolvam aos EUA todo o petróleo, terra e outros ativos que roubaram de nós anteriormente”.

*com informações de Reuters, Bloomberg, O Globo.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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