A prudência de gestores e analistas em relação à estatal, mesmo com o fluxo de capital estrangeiro.

A prudência de gestores e analistas em relação à estatal, mesmo com o fluxo de capital estrangeiro.

by Ricardo Almeida
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Investidores Cautelosos em Relação à Petrobras (PETR4)

Os investidores permanecem cautelosos em relação à Petrobras, identificando um apetite reduzido para aumento da exposição nas ações da empresa. Essa avaliação foi apresentada em um comentário sucinto pelos analistas do BTG Pactual, que se basearam em conversas com gestores e outros participantes do mercado.

Subalocação e Expectativas de Dividendos

A percepção, conforme destacaram os analistas do BTG, é que vários fundos ainda estão subalocados ou fora da ação da estatal. Eles afirmaram que, na falta de catalisadores mais evidentes ou de uma mudança na estrutura de capital da companhia, a dinâmica de cautela provavelmente irá persistir.

O banco revelou que a maioria dos investidores está trabalhando com a expectativa de um dividend yield em torno de 7% a 8% para o ano de 2026. Por outro lado, o FCFE yield (fluxo de caixa livre para os acionistas) é projetado para ficar em um patamar ligeiramente inferior.

As discussões mais recentes com os investidores têm se concentrado nos dividendos referentes ao quarto trimestre de 2025, no desempenho operacional no que diz respeito à produção, além de em tópicos relacionados ao etanol e à Braskem, conforme acrescentou o BTG.

Papel dos Estrangeiros e Desempenho das Ações

Apesar das hesitações, as ações da Petrobras continuam a ser uma das principais maneiras pelas quais os investidores estrangeiros se expõem ao Brasil. Esse fenômeno ocorre em um contexto de rotação global de carteiras, um movimento que é atribuído principalmente a uma mudança na percepção do mercado de forma geral, e não a alguma alteração específica em relação ao mercado brasileiro ou à própria estatal. As ações PETR4 apresentaram uma valorização de cerca de 20% neste ano.

Rebaixamentos Recentes nas Recomendações

No início do mês de janeiro, o próprio BTG Pactual rebaixou sua recomendação de compra das ações da Petrobras para neutra, estabelecendo um preço-alvo de US$ 15 para as ADRs (American Depositary Receipts). Essa decisão foi motivada pela baixa visibilidade macroeconômica, pela flexibilidade financeira considerada limitada e por um valuation que é percebido como justo.

Os analistas da instituição expressaram que existe uma ênfase significativa na discrepância entre a política de dividendos e a geração efetiva de caixa da empresa, o que pode, segundo eles, resultar em um aumento da alavancagem durante os anos de 2026 e 2027.

Execução Operacional e Estratégia de Longo Prazo

O BTG ressaltou na ocasião que a execução operacional da Petrobras mantém-se sólida. Eles projetam que a produção da empresa atinja 2,7 milhões de barris diariamente até o ano de 2028, impulsionada pela entrada de novas unidades flutuantes de produção, armazenamento e descarregamento (FPSOs).

De acordo com o banco, a estatal se encontra sob uma estratégia de longo prazo que é considerada viável e alinhada com os interesses dos acionistas minoritários. Além disso, a pressão atual sobre o fluxo de caixa da empresa é vista como uma consequência natural de um ciclo intensivo de capital no setor offshore, e não como um indicativo de deterioração na estratégia da companhia.

Corte de Recomendações pelo Bradesco BBI

Na semana anterior, o Bradesco BBI também revisou a sua recomendação em relação às ações da Petrobras, reduzindo-a de compra para neutra. Essa decisão foi com base em um preço estimado de longo prazo para o barril de petróleo Brent, que foi fixado em US$ 65.

O banco observou que, embora a Petrobras tenha potencial para surpreender em termos de produção, a agenda de fusões e aquisições da companhia deve continuar a apresentar riscos associados.

No relatório, os analistas do Bradesco destacaram que a relação entre risco e retorno das ações da Petrobras é atualmente menos atrativa do que era anteriormente.

Os analistas afirmaram: “Atualmente, vemos o rendimento de dividendos da empresa para 2026 em 6,5%, um valor inferior à média das empresas do setor nos Estados Unidos, que está em 7%, e também abaixo dos 8% que estimamos para a Vale, por exemplo. Consideramos que esse rendimento está excessivamente apertado.”

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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