A valorização das ações da Chevron mostra limites após um início de ano promissor.

A valorização das ações da Chevron mostra limites após um início de ano promissor.

by Ricardo Almeida
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Desempenho das Ações da Chevron

As ações da Chevron (NYSE:CVX) registraram um aumento aproximado de 16% neste ano. Esse crescimento é, em grande parte, atribuído ao otimismo em relação à situação na Venezuela e à estabilidade dos preços do petróleo, não havendo mudanças significativas nos fundamentos da empresa.

Reavaliação pelo HSBC

Em meio a esse panorama, o HSBC revisou sua recomendação sobre as ações da Chevron, alterando de Compra para Neutra. O banco argumentou que a recente valorização das ações absorveu boa parte dos pontos positivos já identificados na empresa, deixando pouco espaço para novos ganhos. Na negociação pré-mercado de segunda-feira, as ações da Chevron apresentaram uma queda de cerca de 1,3%. O HSBC também aumentou seu preço-alvo de US$ 169 para US$ 180, embora tenha destacado que esse novo valor representa um potencial de valorização de apenas cerca de 2% em relação aos níveis atuais.

Resultados do Quarto Trimestre

O desempenho da Chevron no quarto trimestre superou as expectativas do mercado, com lucros ajustados cerca de 6% acima das previsões consensuais. Os lucros do segmento de exploração e produção somaram US$ 3,2 bilhões, impulsionados por fortes contribuições do Cazaquistão, da Bacia Permiana e do Golfo do México. A produção média total foi de 4,05 milhões de barris por dia, estando aproximadamente 2% acima das estimativas. Além disso, os US$ 3 bilhões direcionados para recompra de ações estiveram no limite superior da projeção.

Projeções Futuras

Em relação ao futuro, a Chevron decidiu manter suas projeções para 2026 inalteradas, em comparação às apresentações anteriores para investidores. A companhia estabelece uma meta de investimentos de capital entre US$ 18 bilhões e US$ 19 bilhões, além de um crescimento da produção upstream entre 7% e 10%. Isso se dá apesar de uma expectativa de queda nos volumes de produção no início do próximo ano, causada por interrupções em ativos onshore tanto no Cazaquistão quanto nos Estados Unidos. A administração da Chevron também reafirmou que pretende gerar entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões em economia de custos estruturais até o fim de 2026, sendo mais de 60% dessas economias decorrentes de melhorias sustentáveis na eficiência.

Considerações sobre a Venezuela

A Venezuela permanece como uma região de interesse para a Chevron, mas o HSBC apontou que o impacto nos resultados financeiros da empresa provavelmente será limitado. A Chevron demonstrou que, em um período de 18 a 24 meses, poderia aumentar sua produção no país em cerca de 50%, sem necessidade de ampliação nos investimentos líquidos. No entanto, o HSBC estimou que a Venezuela atualmente representa apenas 1% a 2% do fluxo de caixa total do grupo. Assim, um aumento incremental de aproximadamente 120.000 barris por dia não deve alterar significativamente os resultados financeiros gerais da empresa.

Avaliação da Disciplina Financeira

Apesar de manter uma visão favorável quanto à disciplina financeira e ao perfil de fluxo de caixa da Chevron, o HSBC considera que a avaliação atual das ações parece justa. O banco ressaltou que o desconto modesto da Chevron em comparação à Exxon Mobil nos múltiplos EV/DACF estimados para 2026 é justificável. Além disso, o rendimento de distribuição projetado da Chevron para 2026, que é de 7,2%, encontra-se abaixo dos concorrentes europeus, como BP, TotalEnergies e Shell.

Negociação no Brasil

As ações da Chevron também são acessíveis na B3, mercado brasileiro, por meio da BDR (BOV:CHVX34).

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Fonte: br.-.com

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