Ações caem 3% após relatório do 1T26; Bradesco BBI classifica resultados como ‘neutros’

JHSF (JHSF3): Ações recuam 3% após balanço do 1T26; Bradesco BBI vê resultados ‘neutros’

Desempenho das Ações da JHSF

As ações da JHSF Participações (JHSF3), uma holding que atua em negócios de luxo, estão apresentando uma reação negativa após a divulgação dos resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026 (1T26). Esses papéis são negociados fora do índice Ibovespa.

Por volta das 13h50 (horário de Brasília), os títulos da empresa estavam em queda de 3,8%, com os preços sendo cotados a R$ 11,64.

Balanço Financeiro Neutro

No período compreendido entre janeiro e março de 2026, a JHSF reportou lucro líquido consolidado de R$ 371,6 milhões, o que representa um crescimento de 9,3% se comparado ao mesmo período de 2025.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 250,6 milhões, refletindo uma elevação de 27% em relação ao ano anterior.

A receita líquida consolidada alcançou R$ 537,7 milhões, com uma expansão de 33,3% em comparação aos R$ 403,3 milhões registrados no ano anterior.

Apesar do crescimento em seus indicadores financeiros, o Bradesco BBI classificou o balanço da JHSF como “neutro”. A avaliação do banco indicou que os números demonstraram uma continuidade operacional sólida dos ativos recorrentes, embora também indicassem uma normalização após eventos extraordinários que ocorreram meses antes.

Embora a receita do grupo tenha tido um crescimento em base anual, houve uma queda em comparação ao quarto trimestre de 2025 (4T25), quando a receita foi de R$ 2 bilhões. Essa diminuição se deve à menor contribuição pontual das vendas de estoque que foram reconhecidas anteriormente.

Adicionalmente, o banco destacou que a JHSF encerrou março com uma posição de caixa líquido de R$ 1,8 bilhão, inferior aos R$ 2,3 bilhões no fechamento de 2025. Essa redução foi impactada por investimentos em projetos, amortizações de dívida e pagamento de dividendos.

Não obstante, o BBI afirmou que a holding manteve um perfil saudável de alavancagem, apresentando uma relação de dívida líquida/Ebitda recorrente ajustada de -0,97 vez, um prazo médio de dívida de 5,1 anos e um custo médio de CDI +0,9%.

Desempenho por Segmento

A JHSF opera em diversos segmentos, incluindo incorporação residencial, shopping centers, aeroportos executivos, hotéis, restaurantes, clubes, locação residencial e gestão de recursos, sempre com foco em um público de alta renda.

Em relação aos shoppings, o Bradesco BBI observou que, no 1T26, a empresa manteve um bom momento operacional: as vendas apresentaram um crescimento de 8,4% em comparação anual e a taxa de ocupação alcançou 98,8%.

Por sua vez, a vertical de avião executivo, que opera no aeroporto Catarina, localizado em São Roque (SP), continuou a demonstrar alta atividade, com uma elevação de 18% nos movimentos de pouso e decolagem, além de um avanço de 20% no volume de combustível abastecido.

No que diz respeito à divisão de hospitalidade, que congrega hotéis e restaurantes, o banco ressaltou a resiliência operacional, observando um crescimento das tarifas e do RevPAR, mesmo frente à queda no Ebitda do segmento. O relatório também mencionou o progresso dos projetos internacionais da companhia.

A parte de locação residencial e clubes apresentou uma expansão considerável no 1T26. Simultaneamente, a JHSF Capital, gestora financeira do grupo, acelerou seu ritmo de crescimento, encerrando o mês de março com R$ 11,2 bilhões sob gestão.

Na vertical dedicada ao desenvolvimento imobiliário, o BBI identificou que a receita foi impulsionada pelo reconhecimento contábil da venda de estoque de R$ 5,2 bilhões, realizada no final do ano anterior, com uma parte significativa a ser reconhecida nos períodos subsequentes.

É importante ressaltar que, em dezembro, a JHSF vendeu seu estoque de incorporação para um fundo imobiliário estruturado pela JHSF Capital.

O banco também observou que o consumo de caixa no trimestre e a queda sequencial dos resultados evidenciam a necessidade de um gerenciamento eficiente na execução dos projetos em andamento, além do reconhecimento das receitas já contratadas nos meses futuros.

Em termos de valuation, o Bradesco BBI apontou que a JHSF está sendo negociada a 1,1 vez o múltiplo P/VP, o que corresponde a um nível que ainda apresenta um desconto considerável, apesar de indicar menos catalisadores de curto prazo após os eventos mais recentes. Essa situação fundamenta uma perspectiva positiva para o médio prazo.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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