As ações da Moderna (NASDAQ:MRNA) apresentaram um aumento de quase 8% nas negociações pré-mercado da última segunda-feira, em decorrência de relatos sobre um cidadão americano que testou positivo para a cepa Andes do hantavírus. Esse evento despertou um renovado interesse dos investidores na pesquisa inicial da empresa voltada ao combate a doenças infecciosas.
Às 06h38, no horário de Brasília, as ações da Moderna já registravam uma alta de 7,7% em pré-mercado. Vale destacar que a Moderna também é negociada na B3 através da BDR (BOV:M1RN34).
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) confirma caso positivo em voo de repatriação
O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS) anunciou que um passageiro em um voo de repatriação teve um resultado levemente positivo para hantavírus, enquanto outro viajante apresentava sintomas leves relacionados à infecção.
De acordo com o HHS, todos os 17 cidadãos americanos que foram evacuados do navio de cruzeiro MV Hondius estavam a caminho de retornar aos Estados Unidos. Os dois passageiros, que apresentaram sinais de contaminação, foram colocados em unidades de biocontenção da aeronave como uma medida de precaução.
Moderna destaca pesquisa em estágio inicial sobre hantavírus
A Moderna confirmou na semana anterior que está investigando potenciais tratamentos para o hantavírus, descrevendo o projeto como “em estágio inicial e em andamento” dentro de um contexto mais amplo de esforços com relação ao desenvolvimento de vacinas contra doenças infecciosas.
A companhia de biotecnologia já havia estabelecido uma colaboração de pesquisa com a Universidade da Coreia em 2023, através do seu Programa de Acesso ao mRNA, com o objetivo de apoiar o desenvolvimento de uma potencial vacina contra o hantavírus.
Atualmente, não existem vacinas ou tratamentos antivirais aprovados especificamente para infecções por hantavírus. O tratamento médico geralmente se restringe a cuidados de suporte, cujo foco é estabilizar os pacientes durante o processo de recuperação.
“É urgente a realização de pesquisas que nos ajudem a desenvolver vacinas e tratamentos”, destacou Carlos del Rio, ex-presidente da Sociedade de Doenças Infecciosas da América.
A variante Andes atrai atenção especial
A cepa andina do hantavírus, identificada entre os passageiros do navio de cruzeiro, é originária da América do Sul, local de onde a embarcação partiu originalmente.
Diferente da maioria das formas de hantavírus, que normalmente são transmitidas pela exposição à urina, saliva ou fezes de roedores infectados, a variante Andes é uma das poucas cepas conhecidas por sua capacidade de se espalhar entre humanos. Apesar disso, os casos documentados de transmissão de pessoa para pessoa ainda são considerados raros.
Fonte: br.-.com