Revisão do preço-alvo das ações da Taesa
O UBS BB fez uma revisão no preço-alvo das ações da Taesa (TAEE11), aumentando de R$ 33 para R$ 35. Apesar desse ajuste, a nova avaliação implica uma desvalorização de 12% em relação ao último fechamento. A recomendação do banco para a elétrica continua sendo venda.
Dividendos e TIR
Embora a empresa tenha um rendimento de dividendos considerado atraente, com estimativas de 10% para 2027 e 11% para 2028, a potencial desvalorização em relação aos preços atuais e uma TIR (taxa interna de retorno) real estimada em apenas 7,1% se alinha mais a investimentos em títulos vinculados ao governo. Esse cenário é a justificativa para a manutenção da recomendação de venda.
Metodologia de avaliação
O banco alterou sua metodologia de avaliação para as empresas que estão sob sua supervisão, mudando a abordagem de um fluxo de caixa descontado (DCF) baseado no FCFE (fluxo de caixa livre para o acionista) para uma relação EV/Ebitda de 8,1 vezes, aplicada ao Ebitda projetado para 2027.
Com essa mudança, os analistas passaram a avaliar a empresa com base em uma comparação do seu valor em relação a outras companhias do setor ou ao seu histórico, utilizando um múltiplo sobre o Ebitda, que é uma métrica padrão do mercado para avaliar a capacidade de geração de caixa de uma empresa no futuro.
Valor presente líquido e discussões regulatórias
Além disso, o UBS BB incorporou um VPL (valor presente líquido) de R$ 670 milhões, referente à parte não controversa da discussão sobre o valor residual, calculado com um custo de capital próprio de 13,3%.
Os analistas destacam uma discussão em andamento entre a TransCos e o regulador sobre o direito de receber o valor não depreciado dos investimentos ao término das concessões anteriores a 2019. O banco adicionou apenas a parte não controversa dessa discussão ao seu preço-alvo, considerando que a parte controversa representa um risco de valorização de R$ 8 por ação com base na estimativa do UBS BB.
Atualização das estimativas e progresso da empresa
Com essa atualização, o banco incluiu os resultados financeiros mais recentes da empresa e informações sobre a aquisição de cinco concessões de transmissão da Energisa. Isso resultou em um aumento nas estimativas de distribuição de dividendos, que agora estão mais alinhadas com a indicação da administração da companhia, que sinaliza a intenção de distribuir quase 100% do lucro líquido regulatório. Além disso, houve uma atualização sobre o progresso na execução de novos projetos.
Geração de valor e alavancagem
O UBS BB observa que a alta alavancagem da Taesa limita os retornos aos acionistas. Atualmente, essa alavancagem é medida em um índice de 4,7 vezes no contexto de taxas de juros elevadas, o que resulta em uma geração de valor limitada.
Os analistas destacam que a elétrica está passando por um processo de expansão, evidenciado pela recente aquisição de ativos de transmissão da Energisa. Este grupo de ativos, que inclui EGO I, EPA I, EPA II, ETT I e ETT II, está localizado em estados como Goiás, Pará, Tocantins e Bahia.
A avaliação do negócio foi de R$ 2,3 bilhões em valor total da empresa, englobando um valor patrimonial líquido de R$ 2,5 bilhões e uma dívida líquida de R$ 748 milhões. Essa conclusão está sujeita à aprovação regulamentar.
Na perspectiva dos analistas, a aquisição representa a possibilidade de sinergias operacionais, já que todos os ativos adquiridos estão em áreas onde a Taesa já possui operações estabelecidas.
Ainda segundo o UBS BB, a aquisição da Energisa deverá acrescentar cerca de 0,5 vez à alavancagem da Taesa, e, em conjunto com a expectativa de desalavancagem ao longo do ano, projeta-se uma alavancagem de 4,8 vezes ao final de 2026.
Fonte: www.moneytimes.com.br

