Ações da Under Armour (UAA) caem drasticamente após resultados desapontadores e previsões fracas para 2027.

As ações da Under Armour (NYSE:UAA) registravam uma queda de aproximadamente 17,7% durante os negócios da tarde de terça-feira, 12 de setembro, após a empresa de vestuário esportivo divulgar resultados trimestrais que ficaram abaixo das expectativas do mercado. Além disso, a companhia apresentou uma projeção mais fraca do que o previsto para o ano fiscal de 2027.

A Under Armour reportou um prejuízo ajustado de US$ 0,03 por ação no quarto trimestre, o que contrasta com as estimativas do consenso de um prejuízo de apenas US$ 0,02 por ação. A receita da empresa teve uma ligeira redução de 1% em comparação ao ano anterior, totalizando US$ 1,2 bilhão, embora este valor tenha superado ligeiramente as expectativas de analistas, que eram de US$ 1,17 bilhão.

A fraqueza da América do Norte ofusca o crescimento internacional

Quando comparada ao mesmo período do ano passado, a receita apresentou uma queda de 1%, que se traduz em uma redução de 4% quando considerado o ajuste para moeda constante. Conforme a Under Armour indicou, essa diminuição foi impulsionada principalmente pelo desempenho menos robusto na América do Norte, onde as vendas caíram 7%, alcançando US$ 641 milhões. Essa reprovação foi parcialmente compensada por uma demanda internacional mais sólida, com a receita proveniente do exterior crescendo 10%, totalizando US$ 539 milhões.

Margens pressionadas por tarifas e custos mais elevados

Durante o trimestre, a margem bruta ajustada da Under Armour apresentou uma diminuição de 360 pontos base, estabelecendo-se em 43,1%. A empresa atribuiu essa redução às tarifas crescentes, ao aumento dos custos dos produtos, à pressão sobre os preços e a uma composição de vendas regional desvantajosa. Para o ano fiscal de 2027, a previsão da Under Armour é de uma ligeira queda na receita em relação ao ano anterior, com uma expectativa de lucro diluído ajustado por ação na faixa de US$ 0,08 a US$ 0,12. O ponto médio dessa projeção, de US$ 0,10 por ação, reflete as contínuas pressões de custo, mesmo com os reembolsos esperados relacionados a tarifas.

Kevin Plank, presidente e CEO da Under Armour, comentou: “Nosso desempenho no ano fiscal de 2026 é resultado das medidas intencionais contínuas que adotamos para reestruturar os negócios e restaurar a disciplina necessária para operar como uma marca de excelência.” Plank também ressaltou que, enquanto a receita bruta se estabiliza no ano fiscal de 2027, a empresa está aplicando o mesmo rigor que fortaleceu seu mecanismo de produto às suas capacidades de comunicação e marketing.

Resultados do ano completo impactados por grande encargo tributário

No que diz respeito ao ano fiscal completo de 2026, a Under Armour reportou uma receita total de US$ 5 bilhões, representando uma redução de 4% em comparação ao ano anterior. O lucro diluído ajustado por ação para esse período totalizou US$ 0,12. Também foi registrado um prejuízo líquido de US$ 496 milhões, o qual inclui uma provisão para desvalorização de US$ 247 milhões relacionada a ativos fiscais diferidos federais dos EUA.

Analistas focam nas perspectivas fracas para o ano fiscal de 2027

Os analistas destacaram que a atenção dos investidores tende a continuar concentrada nas projeções futuras cautelosas apresentadas pela empresa. Cristina Fernández, do Telsey Advisory Group, emitiu uma nota após a divulgação do relatório, afirmando: “A Under Armour teve um quarto trimestre de 2026 um pouco mais desafiador do que o esperado, com o lucro operacional ligeiramente abaixo das projeções, reflexo da pressão sobre a margem bruta, apesar das vendas terem sido um pouco melhores do que previsto.”

Fernández complementou: “No entanto, esperamos que o foco esteja na projeção do lucro por ação (EPS) para o ano fiscal de 2027, que está situada entre US$ 0,08 e US$ 0,12, consideravelmente abaixo da previsão de resultados de US$ 0,23, com receitas ligeiramente menores em relação ao ano anterior.” Além disso, ela notou que a projeção de resultados indicou um crescimento de 1,7%.

Ela ainda destacou: “A projeção incorpora a queda nas receitas provenientes da América do Norte, o que representa uma melhora em relação ao declínio de 8% observado no ano fiscal de 2026. Contudo, a previsão ainda se posiciona no limite inferior da faixa de estabilização da empresa, que varia de -2% a 2%. Acreditamos que isso evidencia um ambiente competitivo no setor de vestuário esportivo.”

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Crédito da imagem: Canva

Fonte: br.-.com

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