ADRs da estatal flutuam em Nova York, mesmo com R$ 9 bilhões em JCP e valorização do petróleo.

ADRs da estatal flutuam em Nova York, mesmo com R$ 9 bilhões em JCP e valorização do petróleo.

by Ricardo Almeida
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Movimentação das ADRs da Petrobras

As American Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras (PETR4) apresentam uma operação no pré-mercado da Bolsa de Nova York sem uma direção clara, mesmo após a divulgação do balanço da estatal e a aprovação do pagamento de juros sobre capital próprio (JCP).

Adicionalmente, as ações não mostram reação positiva à alta dos preços do petróleo, que é influenciada por um conflito no Oriente Médio e bloqueios no Estreito de Ormuz.

No horário aproximado das 7h40, os ADRs correspondentes às ações ordinárias da Petrobras (PBR) registravam uma queda de 0,24%, sendo negociados a US$ 20,70. Em contraste, os papéis preferenciais (PBRa) apresentavam um avanço de 0,11%, alcançando o valor de US$ 18,95.

Durante o mesmo período, o petróleo tipo Brent, que serve como referência internacional, subia 3,55%, sendo cotado a US$ 107,89 o barril. O WTI, que é a referência norte-americana, avançava 3,79%, com preço de US$ 101,80.

Balanço do 1T26

No dia anterior, a Petrobras anunciou um lucro líquido de R$ 32,7 bilhões para o primeiro trimestre de 2026. Este resultado representa uma redução de 7,2% quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

A receita total de vendas registrou R$ 123,7 bilhões entre os meses de janeiro e março, apresentando uma variação praticamente estável em relação ao primeiro trimestre de 2025, com uma leve alta de 0,4%.

O Ebitda ajustado da companhia foi de R$ 59,6 bilhões no trimestre, o que representa uma queda de 2,4% em relação à base anual. Quando desconsiderados os eventos excepcionais, o Ebitda ajustado caiu 1%, totalizando R$ 61,7 bilhões.

O fluxo de caixa operacional alcançou R$ 44 bilhões, uma diminuição de 10,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Por sua vez, o fluxo de caixa livre recuou 22,9%, atingindo R$ 20,1 bilhões. A dívida líquida apresentou um aumento de 10,8%, totalizando US$ 62,1 bilhões.

JCP de R$ 9 bilhões

O Conselho de Administração da Petrobras autorizou o pagamento de R$ 9 bilhões aos acionistas, o que equivale a R$ 0,70 por ação, tanto ordinária quanto preferencial. Esta quantia corresponde a uma antecipação da remuneração referente ao exercício de 2026.

Para os investidores com ações negociadas na B3, a data-base será em 1º de junho de 2026. A partir de 2 de junho, as ações serão negociadas “ex-direitos”.

O pagamento será realizado em duas parcelas iguais, ambas na forma de juros sobre capital próprio (JCP). A primeira parcela, de R$ 0,35 por ação, será paga em 20 de agosto de 2026, e a segunda, também de R$ 0,35 por ação, será paga em 21 de setembro de 2026.

No caso dos detentores de ADRs (American Depositary Receipts) que são negociados na Bolsa de Valores de Nova York, a record date será em 3 de junho de 2026. Os pagamentos correspondentes ocorrerão a partir de 27 de agosto e 28 de setembro de 2026, respectivamente.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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