Balanço do Agibank
O Agibank, focado em crédito consignado, reportou um lucro líquido de R$ 214,9 milhões no quarto trimestre de 2025. A divulgação desse resultado ocorreu nesta segunda-feira, 23, marcando o primeiro balanço desde a abertura de seu capital na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), em janeiro. Essa cifra representa um crescimento de 9,2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ao longo de 2025, o banco registrou um lucro acumulado de R$ 1,046 bilhão, o que traduz um aumento de 32% em comparação a 2024.
Desempenho Financeiro
O retorno sobre o patrimônio (ROE, na sigla em inglês) ficou em 35,8%, uma diminuição em relação aos 44,4% registrados no ano anterior. As receitas totais do Agibank no quarto trimestre alcançaram R$ 2,9 bilhões, com um crescimento anual de 38,4%.
O banco encerrou o mês de dezembro com uma carteira de crédito total de R$ 34,8 bilhões, mostrando um aumento de 43,9% em relação ao ano anterior e de 1,1% no trimestre. Deste total, 86% referem-se a crédito com garantia, como o consignado, superando o percentual de 83% observado no quarto trimestre de 2024.
Inadimplência e Clientes
A taxa de inadimplência no banco, considerando os atrasos superiores a 90 dias, foi de 3,7% no quarto trimestre, comparado a 2,6% no terceiro trimestre e 3% no final de 2024.
“Somos o único banco desafiante credenciado como pagador de salários para a maior folha de pagamentos da América Latina – o sistema de Previdência Social Brasileiro, que atende a mais de 42 milhões de pessoas”, afirmou Marciano Testa, fundador, CEO e Presidente do Conselho do Agibank, durante a apresentação do balanço.
Crescimento da Base de Clientes
Testa destacou que os clientes do banco normalmente “foram deixados de lado” pelo sistema bancário tradicional, e que as fintechs e bancos digitais frequentemente “têm dificuldade em atendê-los de forma mais eficaz”. Em termos de base de clientes, o Agibank encerrou dezembro com 6,7 milhões de clientes, refletindo uma expansão anual de 73%.
Indicadores de Capital
Entre os indicadores de capital, o índice de Basileia, que mede a solvência e a capacidade de expansão no crédito, fechou o ano em 15,5%, superando os 11% exigidos pelo Banco Central. No final de 2024, esse indicador estava em 14%.
Fonte: www.moneytimes.com.br