Agência Internacional de Energia Recomenda Liberação de Petróleo
A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou nesta quarta-feira a recomendação para a liberação de 400 milhões de barris de petróleo, marcando a maior ação desse tipo em sua história. A medida visa conter a elevação dos preços do petróleo, que ocorre em meio ao conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Acordo entre Países Membros
A liberação foi decidida por unanimidade entre os 32 países membros da AIE, embora o cronograma para a realização dessa liberação ainda precise ser definido. A AIE, com sede em Paris, fez esse anúncio durante uma reunião dos líderes do G7, presidida pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
Katherina Reiche, ministra da Economia da Alemanha, já havia confirmado anteriormente a liberação dos 400 milhões de barris, indicando a participação de seu país na ação. Ela acrescentou que Estados Unidos e Japão seriam os principais contribuintes para essa liberação.
Pressões e Apoios
Um diplomata da União Europeia mencionou que a pressão para essa liberação foi bastante impulsionada pelo governo dos EUA. O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, manifestou sua satisfação em relação ao plano de liberação. Em uma entrevista à Fox News, ele afirmou que esse é um momento oportuno para considerar a liberação de estoques, a fim de aliviar a pressão sobre os preços globais.
No entanto, Burgum também comentou que não acredita que o mundo esteja enfrentando uma escassez de energia. Ele caracterizou a situação como um "problema temporário de trânsito", que acredita ser possível resolver por meio de soluções militares e diplomáticas.
Importância do Ritmo de Liberação
Analistas afirmaram que o ritmo diário de liberações de estoques pela AIE será tão relevante quanto o volume total a ser liberado. Se, por exemplo, 100 milhões de barris forem liberados em um mês, isso equivaleria a uma liberação diária de aproximadamente 3,3 milhões de barris. Esse número representa apenas uma fração da interrupção atual de cerca de 20 milhões de barris por dia, especialmente considerando que o Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, está efetivamente bloqueado.
Fonte: www.moneytimes.com.br


