Alckmin sobre Haddad e a Campanha para Governador de São Paulo
O vice-presidente Geraldo Alckmin, pertencente ao PSB, declarou nesta terça-feira (5), em uma entrevista concedida à GloboNews, que o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do PT, apresenta potencial para uma evolução significativa durante a campanha para o governo do estado de São Paulo. Alckmin destacou que a discrepância entre Haddad e o atual governador, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, é pequena.
Expectativas para a Campanha
Em suas declarações, Alckmin enfatizou a força da candidatura de Haddad, mencionando que ele já conta com experiência como prefeito da capital paulista e já competiu como candidato a governador nas eleições anteriores, tendo chegado ao segundo turno. “Temos um bom candidato que é o nosso ministro Haddad, que foi prefeito da capital, foi candidato a governador na última eleição e foi para o segundo turno. Eu acho que, na campanha, ele vai ter muito a mostrar e falar, e vai ter muito a crescer. A diferença não é muito grande”, declarou Alckmin.
Rejeição de Jorge Messias ao STF
Alckmin também abordou a recente rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, cuja decisão ocorreu na semana anterior no Senado. O vice-presidente expressou a sua insatisfação com essa rejeição, afirmando que considera improvável uma nova indicação de Messias para a Corte.
Reflexões sobre o Processo de Indicação
“Acho pouco provável. Não conversei sobre essa questão, mas lamento que ele (Messias) não tenha sido aprovado. O pior é tudo isso num troca-troca. Coincidentemente, você rejeita um indicado e, no outro dia, vota dosimetria e arquiva CPMI do Master. Essas coisas não são adequadas”, avaliou Alckmin, fazendo referência ao que considera uma falta de clareza no processo de indicações ao STF.
Nova Indicação para o Supremo
O vice-presidente também mencionou que ainda não teve um diálogo com o presidente Lula sobre quem pode ser a próxima indicação ao Supremo Tribunal Federal. Contudo, ele ressaltou que Lula está “meditando” sobre a questão. Além disso, Alckmin reiterou a sua defesa da implementação de mandatos para os ministros do STF, sugere que essa poderia ser uma pauta relevante para uma futura reforma do Judiciário.
Fonte: www.moneytimes.com.br