Pressão sobre a Ambev: Relatórios e Perspectivas
A Ambev S.A. (BOV:ABEV3) se aproxima da divulgação de seu balanço financeiro referente ao quarto trimestre de 2025 em um cenário de cautela, conforme avaliado por analistas. Relatórios recentes de instituições financeiras renomadas indicam que a performance da cervejaria pode continuar sendo pressionada por uma combinação de fatores, incluindo a diminuição nos volumes de venda no Brasil, altos custos operacionais e um contexto macroeconômico que se mantém desafiador. Esses elementos limitam o potencial de valorização das ações da empresa no curto prazo.
Perspectivas do Goldman Sachs
De acordo com a análise do Goldman Sachs, o mercado já está precificando uma queda anual de 3% a 4% nos volumes de cerveja vendidos pela Ambev no Brasil, o que diminui a assimetria positiva antes da revelação dos resultados trimestrais. No entanto, o banco destaca que possíveis surpresas podem surgir, seja em relação aos preços ou a comentários sobre o custo dos produtos vendidos em 2026.
Mesmo diante desse panorama, o Goldman Sachs optou por manter sua recomendação de venda para as ações ABEV3, estabelecendo um preço-alvo de R$ 11,30. Essa decisão é fundamentada na identificação de uma discrepância entre a avaliação atual da empresa e suas expectativas de crescimento no médio prazo.
Análise do Itaú BBA
O Itaú BBA, por outro lado, antecipa resultados fracos para o quarto trimestre de 2025, embora perceba uma dinâmica de volumes um pouco mais favorável do que a temida inicialmente no segmento de Cerveja Brasil. O banco estima um EBITDA consolidado de R$ 8,4 bilhões, alinhando-se à percepção generalizada no mercado atual. Por essa razão, manteve sua recomendação neutra, com um preço-alvo de R$ 14.
Posição do Bradesco BBI
O Bradesco BBI também adota uma postura cautelosa, afirmando que ainda não observam sinais claros de recuperação no poder de precificação do mercado de cervejas no Brasil. A instituição projeta um aumento de custos e pressão continua sobre as margens, com um crescimento limitado nos lucros nos próximos anos, mantendo assim uma recomendação neutra para a empresa.
Desempenho das Ações no Pregão
No pregão desta segunda-feira (09/02), durante o horário regular da bolsa de valores brasileira, as ações da Ambev (ABEV3) registraram uma leve queda. Às 14h31, os papéis eram negociados a R$ 15,36, apresentando um recuo de 0,39% em comparação ao preço de abertura do dia, que foi de R$ 15,46. Durante o dia, a ação variou entre um valor mínimo de R$ 15,15 e um máximo de R$ 15,50, refletindo a cautela dos investidores em relação à proximidade da divulgação dos resultados trimestrais, agendada para antes da abertura do mercado na quarta-feira (12/02).
A Ambev e Seu Papel no Mercado de Bebidas
A Ambev é reconhecida como uma das maiores companhias do setor de bebidas em nível global, concentrando suas operações principalmente nos segmentos de cervejas, refrigerantes, energéticos e bebidas não alcoólicas. Controlada pela AB InBev, a empresa é proprietária de marcas de grande renome, como Skol, Brahma, Antarctica, Bohemia e Guaraná Antarctica, e compete com grupos como Heineken e Grupo Petrópolis, além de multinacionais do setor de bebidas. As ações da companhia são negociadas na bolsa brasileira sob o código ABEV3.
Diante das expectativas amplamente precificadas e da baixa probabilidade de surpresas positivas em um futuro próximo, a performance das ações da Ambev deve continuar sendo influenciada pela evolução dos custos, volumes de venda e orientações estratégicas para o ano de 2026.
Fonte: br.-.com

