Americanas (AMER3) muda estratégia e vai transformar lojas em pontos de entrega.

Americanas (AMER3) muda estratégia e vai transformar lojas em pontos de entrega.

by Ricardo Almeida
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Informações sobre a Americanas

A Americanas (AMER3) não planeja realizar mais fechamentos em massa de suas lojas após finalizar um ciclo de reestruturação recente. Essa declaração foi feita pelo presidente da empresa, Fernando Soares. A expectativa é que a base física se estabilize, ocorrendo apenas ajustes pontuais em um total de aproximadamente 1.470 unidades.

Impacto da Redução de Lojas

Ao longo de 2025, a Americanas reduziu o número de lojas em cerca de 300 unidades, o que teve um impacto direto no número de clientes da empresa durante esse período. Segundo Soares, a diminuição no número de clientes é resultado desse processo de reorganização e não uma deterioração estrutural da demanda. “Não conseguimos manter nossos clientes com loja fechada”, explicou.

Com o término desse processo, a expectativa é de normalização e recuperação da base de consumidores. A companhia já começou a abrir novas unidades de forma pontual e acredita que o número de clientes deverá aumentar nos próximos meses.

Atualmente, a Americanas está presente em mais de 800 municípios e registra cerca de 95 milhões de visitas mensais, englobando lojas físicas, site e aplicativo. No âmbito digital, a empresa possui mais de 35 milhões de seguidores em suas redes sociais.

Além da expansão física, a Americanas está focando na evolução de seu canal digital. Entretanto, o digital atualmente representa apenas aproximadamente 4% das vendas totais da empresa.

Foco no Aumento da Frequência de Compras

Soares enfatizou que o objetivo principal é elevar a frequência de compras e o tíquete médio dos consumidores, em vez de adquirir novos clientes. Nesse sentido, iniciativas como o programa Cliente A estão sendo implementadas para aumentar os gastos dos clientes e a frequência de visitas às lojas.

Pontos de Entrega e Parcerias

A Americanas considera que sua rede de lojas físicas pode ser utilizada como uma plataforma logística para parceiros, destacando o papel das unidades como hubs de distribuição dentro do novo modelo de negócios da empresa.

De acordo com Soares, a capilaridade da companhia abre oportunidades para parcerias com plataformas digitais que desejam expandir sua presença no Brasil. “Você não acha que algum marketplace poderia precisar de aproximadamente 1.500 pontos de entrega no país? Acredito que sim”, afirmou o CEO durante uma teleconferência.

Soares também mencionou que a Americanas já tem feito avanços nesse modelo através de parcerias, como a cooperação com o Magazine Luiza no marketplace, que proporciona uma melhor integração operacional entre as plataformas. Contudo, o executivo destacou que novas parcerias devem se fundamentar em uma lógica centrada no cliente e na operação das lojas. “Todas as decisões devem girar em torno de nosso foco, que é o consumidor e a loja física”, declarou.

Na área financeira, Soares afirmou que a empresa mantém o foco na ampliação da massa de lucro, priorizando isso em relação a ganhos pontuais de margem. “Aumentar preços é uma tarefa simples, mas isso prejudica a competitividade”, acrescentou o CEO.

Saída da Recuperação Judicial

A Americanas protocolou um pedido para sair da recuperação judicial, encerrando o ano de 2025 com indicadores que, segundo o presidente Fernando Soares, demonstram a finalização de um ciclo de reestruturação operacional e financeira. No entanto, essa decisão ainda precisa ser aprovada judicialmente.

Soares destacou que esse movimento foi impulsionado por três fatores principais: o cumprimento das obrigações estabelecidas no plano de recuperação, a realização de uma ampla transformação nos negócios e a melhoria consistente dos resultados durante o ano.

“Não há como negar que este é um dia significativo. Cumprimos todas as obrigações do plano e temos segurança para avançar com o pedido de saída da recuperação judicial”, afirmou.

A companhia encerrou 2025 com um caixa superior ao montante da dívida, voltou a apresentar resultados líquidos positivos e reportou uma melhora operacional de R$ 770 milhões durante o período.

No aspecto estratégico, a Americanas fez alterações em seu modelo de negócios, colocando a loja física como o centro da operação. A estrutura que anteriormente separava os canais digital e físico foi integrada, promovendo uma convergência de estratégias e uma proposta de valor única ao consumidor.

Até 2022, a companhia mantinha uma divisão mais equilibrada entre os canais, com 54% da receita proveniente do digital e 46% do físico. Em 2025, essa distribuição se inverteu, com 95% da receita concentrada nas lojas físicas e apenas 5% oriunda do digital.

Além disso, a empresa revisou sua atuação no marketplace, limitou a operação a parcerias estratégicas e desativou a Ame, sua fintech. “A loja física é nosso negócio principal e o canal digital deverá complementar essa estratégia, oferecendo uma experiência omnicanal”, declarou Soares.

O diretor financeiro da Americanas, Sebastien Durchon, avaliou que o pedido antecipado para sair da recuperação judicial marca um ponto crucial na conclusão do processo de reestruturação e sinaliza um novo capítulo para a companhia.

“A antecipação da saída da recuperação judicial é uma mensagem forte de confiança no futuro”, comentou. A empresa acumula mais de R$ 2 bilhões em melhorias operacionais durante esse período e finalizou 2025 com caixa superior à dívida, conforme informado pelo executivo.

Durchon também ressaltou que a execução do plano ocorreu em um prazo considerado curto para esse tipo de situação, com a maioria dos fornecedores sendo paga à vista e progresso na reorganização da estrutura.

Para o executivo, essa movimentação também representa uma importante sinalização ao mercado, assim como para parceiros e clientes, sobre o compromisso da Americanas em reconstruir seu negócio. “É uma declaração de compromisso da companhia com seus associados, clientes e fornecedores”, concluiu.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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