Anatel determina a remoção de telefones públicos das ruas a partir de 2026

Anatel determina a remoção de telefones públicos das ruas a partir de 2026

by Ricardo Almeida
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Durante décadas, os orelhões estiveram presentes em diversos locais, como esquinas, praças, em frente a bares e ao lado de pontos de ônibus. Entretanto, esse cenário está prestes a mudar, pois a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou o recolhimento definitivo dos últimos orelhões ainda existentes no Brasil, marcando oficialmente o fim de um capitulo significativo na história da telefonia no país.

A evolução da telecomunicação no Brasil

A decisão da Anatel faz parte de um cronograma oficial que reflete as mudanças nas comunicações. Com o advento do celular, o uso dos aplicativos de mensagem e a popularização das chamadas pela internet, os telefones públicos perderam a sua funcionalidade, a importância econômica e, consequentemente, viabilidade de manutenção.

A história do orelhão

O famoso Orelhão foi introduzido em 1971, recebido com diversos apelidos, como tulipa e capacete de astronauta. Seu nome técnico eram Chu II, uma homenagem à sua criadora, Chu Ming Silveira.

Na época, Chu ocupava a posição de chefe do Departamento de Projetos da Companhia Telefônica Brasileira e encarou o desafio de desenvolver um protetor para os telefones públicos que combinasse funcionalidade e estética.

A primeira inauguração dos orelhões ocorreu em janeiro de 1972. Os dispositivos foram instalados no Rio de Janeiro no dia 20 e em São Paulo no dia 25.

Agora, quase 54 anos após sua introdução, os telefones públicos enfrentam seus momentos finais nas ruas brasileiras.

Um espaço de comunicação sem rastros

Antes da popularização da geolocalização e das notificações em tempo real, os orelhões ofereciam uma alternativa rara: a possibilidade de realizar ligações sem deixar um rastro pessoal imediato. Isso fez com que se tornassem elementos recorrentes na cinematografia.

Cada ligação representava um risco calculado e cada ficha depositada trazia consigo uma carga de tensão.

No filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, e com Wagner Moura no papel principal, o telefone público é apresentado como parte da temática da espionagem clássica, um ambiente onde a informação circulava por códigos e encontros rápidos, sempre longe de casa.

O orelhão não era apenas um cenário; era uma ferramenta narrativa.

Assim como Hollywood também entendeu sua importância. No filme Donnie Brasco, o personagem interpretado por Johnny Depp, um agente infiltrado na máfia, utilizava os telefones públicos como se trocasse de pele.

A decisão da Anatel

A medida adotada pela Anatel ocorre devido ao término das concessões do serviço de telefonia fixa das companhias responsáveis pelos orelhões. Dessa forma, empresas como Oi, Algar, Claro, Sercomtel e Telefônica não têm mais a obrigação de manter telefones fixos e orelhões nas ruas.

Estimativas apontam que aproximadamente 30 mil orelhões deverão ser retirados durante este ano, principalmente em áreas centrais, corredores comerciais e avenidas de grande movimento.

Apesar do plano de remoção dos orelhões, a Anatel considera a possibilidade de que o serviço ainda se faça necessário em locais específicos do Brasil, como regiões rurais, áreas remotas e comunidades indígenas.

Adicionalmente, as empresas de telefonia têm a expectativa de investir em redes de internet banda larga ou em telefonia móvel.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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