Ancord inicia nova fase de modernização institucional
A Associação Nacional das Corretoras e Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários, Câmbio e Mercadorias (Ancord) deu início a uma nova fase em sua agenda de modernização institucional. A entidade busca um diretor de autorregulação, um cargo estratégico criado para liderar a construção de um modelo próprio de supervisão e acompanhamento das atividades do setor de intermediação.
Mudanças no estatuto
Essas movimentações são resultado da aprovação de alterações no estatuto da Ancord, ocorrida em novembro de 2025. Essas mudanças ampliaram as possibilidades de atuação da entidade, permitindo-lhe assumir prerrogativas de autorregulação. Na prática, essa nova área terá a capacidade de estabelecer regras de conduta que complementem a regulação oficial, além de monitorar práticas de mercado e atuar para reforçar padrões de integridade, governança e proteção aos investidores.
Papel da Ancord no mercado financeiro
A Ancord representa instituições e profissionais que operam na intermediação do mercado financeiro e de capitais, incluindo corretoras, distribuidoras, agentes autônomos, assessores de investimento e outros participantes desse ecossistema. A entidade é reconhecida também por suas atividades de certificação e credenciamento de assessores de investimento, além de participar de discussões regulatórias junto a órgãos como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o Banco Central, a B3 e outras entidades do setor.
Compromisso com boas práticas
Rafael Furlanetti, presidente da Ancord, destaca que "a autorregulação é um dos pilares dos mercados mais desenvolvidos do mundo". Ele acrescenta que, ao avançar nessa nova agenda, a Ancord reforça seu compromisso em se tornar referência em intermediação e autorregulação no Brasil, contribuindo assim para o fortalecimento das boas práticas, da integridade do mercado e da proteção dos investidores.
Reposicionamento institucional
O movimento da Ancord também visa um reposicionamento institucional. Com a estruturação de uma diretoria dedicada à autorregulação, a entidade busca se alinhar a modelos adotados em grandes centros financeiros, como Nova York e Londres. Nessas cidades, as entidades autorreguladoras desempenham papel significativo na supervisão dos participantes do mercado e na promoção de boas práticas.
Aumento da influência no debate do mercado de capitais
No contexto brasileiro, essa iniciativa deve aumentar a influência da Ancord nas discussões sobre a evolução do mercado de capitais. Isso é especialmente relevante em um momento em que a ampliação da base de investidores e o crescimento dos canais independentes de distribuição intensificam a pressão por padrões mais robustos tanto de conduta quanto de fiscalização.
Fonte: veja.abril.com.br